terça-feira, 28 de junho de 2016

A(s) polícia(s), sua situação e a morte de mais um menino

A pichação no carro que, segundo colega de farda, é do PMNas notícias e nas redes sociais, repercute a morte de (mais) um garoto, de 11 anos neste caso, por um policial da guarda municipal desta vez.

Lamentável que uma morte ocorra de forma tão gratuita.

Mas…

A situação das polícias no Brasil não é de vicejo. Ao contrário, muito ao contrário, como nos mostra o exemplo do Rio de Janeiro (RJ), onde policiais mostravam uma faixa no aeroporto internacional ontem (27/06), “bem vindos ao inferno”.

É muito fácil adotar uma postura crítica, e somente isto, ao comportamento dos policiais. Mas eles são parte de uma realidade muito maior e mais triste que a sua própria.

Salários baixos, condições de trabalho hostis (dentro das respectivas “delegacias”), visados pelos bandidos que não pestanejam em atirar contra eles, imagine-se a pressão com que trabalham.

Mas precisam trabalhar. E vão, disfarçados, até envergar o uniforme. Mas isso não os livra das pressões.

Agora, o caso dos meninos. Imagine um carro roubado à sua frente. Quem pensaria que são garotos, ainda na infância, que os conduz? Pensa-se logo em saidinha de banco, sequestro relâmpago, etc. E, por inferência lógica, há o temor das armas, que, parece, são facílimas de obter (por parte dos bandidos).

Será que é justo pedirmos aos policiais esperarem para reagir? Será que só seria válido atirar se um deles fosse ferido? Será que alguém, nessa situação, pensaria em uma abordagem polida, cheia de protocolos?

É oportuno lembrar que os atingidos estavam cometendo um crime. E que, até que saíssem do carro e se apresentassem, rendidos, à polícia, não se poderia ter ideia de quem fossem?

Depois do ocorrido, é cômodo criticar. Mas e se o policial fosse um familiar nosso, estaríamos condenando sua conduta? Parece que é fácil ser o crítico. Mas o fato é que se não pensarmos no conjunto total da situação, e não reconhecermos o que está errado, nunca haverá solução. Porque problema não há.

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