segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Os 7 x 1 da humanidade

Em ficção científica, espera-se que a raça humana evolua com o passar do tempo. Foras as catastrofistas, imagina-se o ser humano que domou a violência, a guerra, acabou com a iniquidade, venceu as tentações e controlou seu temperamento.

Isaac Asimov outros autores foram a inspiração de muito inventos que beneficiaram a raça humana, ao imaginá-los com antecedência de muitos anos, assim como Leonardo da Vinci.

Se voltassem da morte hoje, esses autores, imagino, ficariam estarrecidos. Pois o homem conectou de tal forma ao resto do mundo, e com tamanha competência e tecnologia que é difícil crer que ainda haja guerra em algum canto. A guerra envolve facções de seres humanos contra outras facções do mesmo ser humano. Essa divisão não é, entretanto, previsível. Num dia, juntam-se torcedores de um time contra os de outro. Ideologias, religiões, posse de bens, tudo é motivo para uma guerra, grande ou pequena. E, em alguns lugares, aquele sonho de hegemonia ainda teima em florescer em algumas mentes mais fracas.

E eis que, morrendo um, poucos, ou muitos, é a guerra se eternizando no meio humano. Algumas duram décadas e acumulam tanto ódio que nenhuma solução parece factível. Outras, as guerrilhas urbanas, fazem cidadãos reféns dos que vivem, essencialmente por iniciativa própria, apensa tangenciando as regras. São os que colocam-se a favor do pior da humanidade: drogas, roubos, mortes.

E, infelizmente, dentre esses há aqueles que deveriam proteger. Sejam policiais, pais, cônjuges, pretensos amigos. Perpetram atos violentos como se o mundo fosse apenas uma tela de televisão. Mais e mais nos surpreendemos com crimes dessa natureza, e imagino a reação das vítimas, ao se verem golpeadas por aqueles que deveriam protegê-las.

E temos a guerra das pessoas públicas, ainda inseridas no último grupo, mas merecendo um estarrecimento especial: falam em nome de honra, verdade, honestidade. Mas agem em nome dos atos mais corruptos em nome próprio, em nome da própria locupletação.

Assim, os celulares de tamanho mínimo, os satélites superpoderosos, redes de telefonia cada vez mais rápidas, carros que se dirigem, tecidos que simulam pele humana é a evolução visível. Da tecnologia. Pois do lado humano, o que se vê são os que crescem e se esforçam por crescer, e os que reeditam comportamentos e ambições de um tempo já passado.

Uma pena, mas a humanidade está perdendo de goleada. E a culpa  não é de outro.