segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Em 2014…

Analisando em retrospectiva nossa trajetória, alinhamos alguns dos desejos para 2014... e tomamos nossas resoluções conforme esses desejos.

Que em 2014 nos encontremos com aqueles amigos de há muito, com quem pouco falamos. Mas, desse pouco, muito de saudade, muito de respeito e muito de interesse. Essas pessoas que nos mandam mensagens, que nos convidam para lugares que sabem que não vamos (normalmente porque não podemos), que nos provocam com pequenas presenças... mas que estão presentes. Em ação, intenção, ou pro desejo. Essas são pessoas de que precisamos, pessoas cuja presença queremos, pessoas essenciais, mesmo que etéreas. São os amigos de sempre e para sempre, aqueles encravados em nossos sentimentos. Encontremos-nos, portanto.

E que em 2014 nos livremos daquelas pessoas que se passam por amigos, na esperança de conseguir vantagens de algum tipo. Provavelmente sempre conseguem, mas não sabem que suas intenções não são invisíveis, ao contrário. São pessoas que não pensam no que têm a dar, somente no que têm a receber. Pessoas que exigem amizade incondicional, e só podem oferecer exigências. São pessoas não disponíveis, exceto na necessidade. São aquelas pessoas que se enganam mais do que nos enganam, e são as que mais sofrem com a “amizade” superficial a eles dispensada. Mas o superficial é pouco, não cria laços, não gera emoção nem comoção. Portanto, podemos nos livrar dessas pessoas. Livremos-nos, portanto.

E que em 2014 encontremos pessoas. Pessoas que são dignas de figurar entre nossos amigos. E para quem nos tornemos, também dignos de amizade. Que não nos recusemos a enxergar, em cada um, o (bom) potencial que todos têm. E que essa seja a visão, a primeira impressão. E que seja nosso paradigma dessas pessoas, a quem não deixaremos fraquejar. Amizade é um esforço conjunto. Façamos, portanto, nossa parte, para esperar o melhor de todos e de cada um.

E que em 2014 não encontremos pessoas que não mereçam nossa amizade. Se pensarmos a respeito, é até fácil. É uma questão de decisão. E que incumbe a cada um de nós. Se acharmos que cada um merece, então não desistiremos tão fácil. Dimensionaremos nossa paciência, nossa atenção, nosso esforço de maneira diferente. Será muito maior que aquele dirigido a pessoas classificadas como “não merecedoras”. Sim, é preciso uma alta dose de investimento pessoal. Mas será a medida daquele que gostaríamos de encontrar naquelas pessoas que nos rotulam negativamente no primeiro contato. Sejamos, portanto, magnânimos com as pessoas, tanto quanto gostaríamos que fossem conosco.

E, finalmente, transformemos cada um daqueles que concluímos não serem merecedores de esforços em pessoas sem rótulo. Que 2014 nos permita ver de forma diferente aqueles que, até hoje, não nos eram caros. Assim, reinventamos nossa forma de ver cada um, e aumenta nossa possibilidade de realizar conexões saudáveis com pessoas que, sabemos e decidimos, merecem estar em nossas vidas.

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