quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Todos são iguais perante a lei

… mas alguns são mais iguais que outros…

O pai da jornalista assassinada Sandra Gomide quer receber a indenização a que foi condenado a pagar o assassino.

A família de Amarildo vai receber pensão do governo pelo sumiço do pedreiro. Absurdos R$ 300,00.

Problemas financeiros levam cabelereiro a matar família e se suicidar.

E mais dezenas de notícias semelhantes que lotam os noticiários.

Homem é condenado à prisão e pede aposentadoria. Por invalidez. Míseros R$ 26.000,00. O homem é José Genoíno. Atualmente deputado. Brevemente presidiário. Estava trabalhando. Normalmente. O coração, ao que parece, batendo bem. Andava meio assustado, meio preocupado, sua fotos mostram isso. Mas estava bem, pois estava “trabalhando”.

De repente, trabalhar não era mais possível. Alguma coisa deve ter se agravado no coração do deputado.  Já não bate com a mesma força, será? Mas algo mudou, e trabalhar parece uma impossibilidade total. O jeito, a contragosto, imagino, é pedir aposentadoria. E ir descansar, sei lá onde.

Mas o interessante é a coincidência. Trabalhar não era mais possível somente depois que o Supremo Tribunal Federal apreciou lá uma coisa dele. Parece que contra ele, sei lá.

Deve ter sido isso.

O coração, magoado, não bate como antes. É preciso descansar. Ou garantir o pagamento, qualquer pagamento.

O deputado é, em essência, como as demais pessoas mencionadas aqui. Uns são vítimas, outros são autores, mas todos são iguais, diz a lei. Mas os primeiros não têm a quem pedir aposentadoria. nem tem uma trupe a defender-lhes o direito ao direito, com o perdão da repetição.

Iguais, mas diferentes. Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.

Que país, o nosso!

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