quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Programa Deputado Zero

Depois do Fome Zero, precisamos urgentemente do Programa Deputado Zero.

Não me refiro somente à nota, que talvez seja excessiva para o que fazem. Refiro-me à quantidade.

Pois a pergunta que não quer calar é: para que precisamos de deputados?

Discussões de interesse do povo brasileiro, como reforma de leis e códigos, e proposição e votação de novos são atropelados pelos assuntos de interesse dos deputados e senadores, que pouca ou nenhum atenção dão para o que não for seu umbigo. Negociações com governos (qualquer governo) e com lobistas (de preferência, todos) são o que mantém o atrativo das votações, no fisiologismo de sempre.

A semana começa na terça-feira, e termina na quinta. Obviamente, na tarde de terça e na manhã de quinta. As despesas, mesmo as não ocorridas, são “ressarcidas” (perdoem-me os puristas). E outras são geradas, sempre no interesse maior do país, segundo os próprios.

As Excelências se respeitam e se protegem. Interessados estão em blindar sua espécie, naquela máxima de que “todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que outros”.

A lei, ora, a lei, que prevaleça o dito de Fernando Sabino “dura lex, sed latex” (a lei é dura, mas estica). Mas somente para os de placa de bronze.

Então, o que temos é uma realeza nos moldes da britânica, mas sem a velhinha simpática. Ao contrário, oligarcas de vastos bigodes, ou de belas amantes mantidas com dinheiro espúrio, suas faces se fundem e estão longe de ser simpáticas. Alguns dizem mesmo que a opinião pública não os amedronta. Outros não dizem, Mas afirmam a mesma coisa com uma bela banana ao que recomenda mesmo a moral de bandidos.

Se essas pessoas nos representam, o recado é claro: a sociedade, toda ela, é corrupta. É desidiosa, gosta de negociatas. É amoral, chegando mesmo a ser imoral. E é predadora, na pior demonstração de que o interesse pessoal é mais importante que qualquer interesse público.

Hoje nossa produção legislativa é na base de medidas provisórias. Que se acumulam, contra a previsão constitucional, sem apreciação das casas legislativa.

A conclusão, óbvia e deprimente, é que somos o legislativo se fundiu ao executivo, e a zona de conforto já se estabeleceu.

É preciso reiterar a pergunta: precisamos de deputados?

Programa Deputado Zero: eu apoio.

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