segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Comportamento no trânsito, este nosso predador

Viajando diariamente para a cidade de São Paulo, saindo de Campinas (SP), já é surpreendente a quantidade de automóveis transitando pelo mesmo percurso. Aumentou significativamente esse número nos últimos anos.

Fosse somente o aumento da densidade de tráfego, não seria problema. Mas aumentou também a velocidade com que circula uma boa parte desses carros, em todo o trajeto.Carros mais novos, vias mais largas, parece ser um convite à alta velocidade.E não só: ultrapassagens pela esquerda, trânsito pelo acostamento, conversões proibidas, manobras arriscadas, ameaçando ou mesmo gerando acidentes.

Quando começaram as obras de adequação das pistas da Bandeirantes e Anhanguera para sua concessão, olhava com um misto de apreensão e medo para aquelas câmaras de vigilância instaladas ao longo das rodovias. Pensava que agora EU seria punido por qualquer manobra ilegal. Pensei, ainda, que com essas auxiliares, nossas polícias teriam muito mais elementos para fazer seu trabalho.

Quanta ilusão. A concessionária se dedica arrecadar, sua grande preocupação. A polícia se preocupa em… em… em que mesmo? A polícia sumiu. Não se vê mais, nem mesmo nos postos oficiais, a atuação desses policiais. Como se fosse uma discussão administrativa, Pôncio (as concessionários) e Pilatos (a polícia) lavam as mãos. Quer um exemplo? veja quantos são os veículos que passam em velocidade acima do permitido ou ultrapassam pela direita na frentes desses postos policiais. Se é assim na frente do posto (antigamente uma catedral onde o motorista diminuía a velocidade) imagine-se no resto do percurso.

Quanto aos motoristas, a grande responsabilidade é deles. Seja em carros “populares”, seja em carros de luxo, ou nas superpotentes “SUV”s, é democrático o abuso das regras de trânsito. Sem esquecer, claro, caminhões e ônibus, e o perigo mais novo: motos.

O abuso de velocidade não é empreendido pelas concessionárias ou guardas, mas por cidadãos que podem ser nossos conhecidos. Tomam seus cafés perto de nossa padaria, almoçam próximos ao locais onde almoçamos, têm cônjuge e filhos esperando-os na volta. Mesmo assim, trafegam em altas velocidades ultrapassam pela direita, realizam manobras irresponsáveis.

A autoridade, neste caso, muitas vezes tem a imagem da infração. Não é uma imagem de radar, e a das câmaras de vigilância. Imagem com movimento, ainda melhor. A pergunta é: por que não se usam essas imagens para coibir esses abusos?

A presença de “abusadores” de interesse pode explicar. São muitas as placas de bronze (autoridades) em alta velocidade nas estradas. E em manobras irresponsáveis. A quantidade de ônibus também é alta, assim como caminhões de frota. Será que não há interesse em multá-los?

Vejo, tristemente, que o perigo de viajar aumenta a cada dia. Nossas autoridades e, pior, nossos motoristas, parecem não se preocupar com isso.

Até que morra uma pessoa querida, aconteça uma grande manifestação, acendam-se velas, prateiem-se mortos… e o tempo passa, e estão todos prontos para outra… Infelizmente.

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