terça-feira, 2 de julho de 2013

O plebiscito de fumaça, e o congresso rindo à toa

A pergunta é: qual das propostas apresentadas pela presidente ao congresso resolve os problemas do nosso congresso?

A resposta: nenhuma!

Financiamento de campanhas, sistema eleitoral (voto proporcional ou distrital), coligações partidárias, suplentes de senador, voto secreto… Essas são as preocupações da presidente. E, enviadas por ela ao congresso, podem compor o TOTAL de perguntas do plebiscito.

Essa não é a agenda do Brasil. É, inicialmente, a agenda do PT. E, na esteira, é uma agenda conveniente para o congresso. Se analisar somente essas questões, escapa da grande mudança pretendida, que é na sua própria atuação.

Não tenho procuração ara falar em nome de outrem, mas minha adesão às manifestações foi por:

  • eliminação dos gastos absurdos do congresso;
  • fim da possibilidade de nossos representantes votarem (e apresentarem) matéria de seu interesse próprio;
  • fim dos carros oficiais;
  • fim da im(p)unidade parlamentar;
  • fim da semana de 3 dias;
  • fim do político de carreira;
  • fim da falta de produtividade: 30 anos para votar o código civil?

Enfim, a agenda dos manifestantes está sendo usurpada, por um partido que esteve sempre na defesa da ética, e hoje escancara oportunismos.

O que presidência e congresso estão fazendo é “mudar para não mudar”. Ou seja, algumas concessões para nos iludir, fazendo-nos acreditar que estão ali por nós. Não estão.

A agenda mudou…

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