sexta-feira, 12 de julho de 2013

Depois do “Mais médicos”, que tal: “Mais Professores”, “Mais Policiais”, “Menos políticos”?

Se a lógica dilmista tem lógica, resolvamos de imediato outros problemas do Brasil.

O programa “Mais professores” acabará com os problemas de educação do Brasil. Programa “Mais policiais” acabará com problemas relacionados à insegurança. E o programa “Menos políticos” acabará com os problemas de falta de dinheiro para resolver outros problemas…

O reducionismos do governo ou é de um cinismo ofensivo, ou é de uma estupidez galopante. Ou, pior, ambos. Desde antes da Teoria Geral dos Sistemas se sabe que nada é isolado. O contexto não pode ser abstraído, e os problemas não são resolvidos a golpes verbais. Há que trabalhar muito para resolver questões que são estruturais e estruturantes.

Com as políticas brasileiras, sejam lá de que área forem, o foco é nos próximos quatro (se tanto) anos. Ninguém enxerga o longo prazo, e isso significa que nossas infraestruturas estão entregues à erosão. Com o tempo, entram em colapso, e não bastam esparadrapos para consertá-los. Como defende Stephen Covey, para haver produção é necessário ter a capacidade de produção (P e CP). Sem essa lição básica, não basta querer produzir: é necessário ter ferramental hábil para tal.

Por essa lógica já passou Rui Barbosa e seu famoso Encilhamento, que deveria ser uma lição de fato e não somente uma página triste da história. À necessidade de médicos há que se somar necessidade de postos de saúde, hospitais, centros de diagnóstico e terapia, farmácias para distribuição de medicamentos, equipamentos, etc., etc., etc.

Mas tragamos somente os médicos, torcendo para que os cidadãos, alienados pelos BBB, não percebam o embuste. E aproveitemos e tragamos também professores, policiais, juízes, e outros ícones que possam reproduzir o engodo em outras áreas.

Fossem alunos aplicados (se não tivessem sido vítimas dessa educação mal estruturada do Brasil) nossos governantes fariam uma incursão diagnóstica pelos problemas do país. Não só aqueles gritados pela turba dita ignara,  mas aqueles que impedem que o amanhã chegue (Brasil, o país do amanhã). Talvez nossos maganos chegassem a conclusões mais realistas e menos reducionistas.

Reducionismo que pode ser feito por qualquer médico importado:

- Qual é o problema, doutor?

- Simples! Você está doente! Próximo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário