segunda-feira, 17 de junho de 2013

Governador, contenha sua tropa!

Stanley Migram já mostrou que a capacidade de obedecer, mesmo quando a ordem é ilógica e irracional, tem mais a ver com quem assume a responsabilidade que com o mal que se causa.

Nosso governador Geraldo Alckmin, por ação ou omissão, está endossando toda e qualquer ação da tropa paulista de policiais militares. Pois cada um deles, submerso na multidão de iguais (PMs), acha que a responsabilidade não é sua, mas de quem os lidera. Ou não lidera, no caso. E cumprem ordens, dadas ou não. E usa seu repertório de rotina, que é o abuso da força que lhes empresta o uniforme, mas não só: também os cassetetes, as bombas, o spray de pimenta e as balas, não importa que sejam de borracha. A eles não importa que a maioria da multidão está desarmada, ou armada somente de vinagre defensivo. O fato é que esse repertório da tropa está caduco, é anacrônico, e é imoral. Mas a crença de que o seu chefe supremo, o governador e seu staff, apoiam essa ação fora de medidas reforça esse comportamento como válido. E os policiais acham que, cumprindo o que imaginam ser ordem, estão fazendo o bem.

Ou não. Sabem ser errado, mas não é sua responsabilidade. Ora, então que quem tem a responsabilidade que a assuma.

Aqueles que deveriam agir para proteger a multidão a atacam. Cumprem ordens, como os soldados de Hitler alegaram em Nuremberg. Arrependimento nenhum. Resta o sorriso sádico daqueles que portam armas. Com balas!

Ao vinagre, que se tornou o símbolo desse imbróglio, irão os votos de Geraldo Alckmin, justificando, portanto, diluir esse ácido perigosíssimo.

Abaixo, um pedaço da experiência de Milgram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário