sexta-feira, 28 de junho de 2013

A lei, ora, a lei…

Notícia festejada: o Senado aumenta penas por corrupção. A realidade: não precisamos de novas leis. Precisamos mesmo é que as leis existentes sejam aplicadas. Se a existência da lei bastasse, não haveria mais homicídios.

Ora, com a im(p)unidade parlamentar o problema é que os políticos acusados de crime de corrupção não chegam a ser julgados e, portanto, não têm pena a cumprir. É mais uma daquelas medidas oportunistas e populistas que costumam aparecer em épocas como a que estamos vivendo.

Veremos, pelos próximos dias, várias e várias ações do tipo “mais do mesmo”, ações travestidas de reformas, mas que no final das contas se prestam mesmo é a apresentar nuvens de fumaça. Os nossos representantes devem apostar na perda de fôlego das manifestações, querendo confirmar que o brasileiro não tem memória.

Leis, temos aos montes. Já a aplicação da lei, já é outra história. Cada qual as interpreta à sua conveniência, e essa dualidade (se pouco) se reproduz até e principalmente no poder judiciário,  que deveria ser um alento. Não chega a ser, como visto no recente julgamento do mensalão, em que pareceu que cores partidárias estavam sendo brandidas.

Antes de votarmos novas leis, poderíamos aplicar as existentes, ao menos a título de experiência, para saber se têm o condão de incutir medo nos que as infringem.

Portanto, foco errado do nosso congresso! O que precisamos para garantir a execução das leis? A responder.

2 comentários:

  1. Carçlos Renato dignart28 de junho de 2013 16:52

    Se eu escrevesse bem, assinaria este artigo.

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  2. Como você escreve excelentemente, assino eu. Abraço, Dig.

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