quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Realinhando…

Às vezes a noite não passa, e o sono não vem. Virando de um lado para outro, e pensando nos problemas, e em como solucioná-los, enquadro cada solução no credo pessoal, esse modelo moral-comportamental a que me propus há alguns anos. E é aí que a noite se torna mais longa, o travesseiro mais duro, e o sono foge de uma vez.

Quando crianças, tínhamos aquela imagem do Super-Homem, ou do Batman, ou o Zorro, que chegam na exata hora da necessidade, para acabar com o mal. Mas não há heróis para acabar com os males que nos afligem. Há somente a consciência.

Consciência implacável como o Grilo Falante, e que me mostra que, em algumas ocasiões, pode-se dizer, quando conveniente, aderimos adrede e felizes à tese de Milgram: se há quem assuma a responsabilidade…

Aí, chega uma hora em que a vida começa ai cobrar as dívidas. E os amigos somem, quando não se tornam inimigos. As pessoas já não o conhecem na rua, já não fazem mais questão de serem vistas com você. Aliás, virou um risco.

Mas, aí, quando estamos preocupados com isso, a vida coloca as coisas no lugar. Há os amigos que não desconfiávamos, os que se tornam amigos em função disso, há as pessoas que fazem, sim questão de mostrar seu apreço e apoio. São as pessoas sem peso nas costas, leves com a vida e com a consciência. E são estas que nos ajudam a levantar pás e pás de terra, enterrar o passo e seguir em frente.

Apagamos muita gente com essa terra. Mas, de novo, é o preço a pagar.

E nós pagamos…

Nenhum comentário:

Postar um comentário