quarta-feira, 17 de agosto de 2011

At least, for a while…

No desenvolver de nossas vidas, convivemos com muitas pessoas. Não chegamos a conhecer todas, algumas perdemos sem ao menos ter tido a chance de saber o que pensam e a quem vêm.Outras nos decepcionam com sua presença, sem nos dar o prazer da ausência.Mas algumas se fazem essenciais, talvez somente porque tenhamos dado a elas a oportunidade de se deixarem conhecer.

São aquela pessoas que compartilham angústias, alegrias, temores. Abrem seu coração, arrancam-nos segredos. Mostram-se íntegras, não àquelas baboseiras morais, mas em relação à amizade que nos dedicam. São pessoas que colocam o respeito acima de tudo, mesmo no desrespeito. São aquelas que nos agridem porque querem bem, e mesmo essa agressão (retórica, óbvio) é sempre consentida e nunca acatada.

São pessoas que não nos compreendem, mas acham que nos conhecem mais que nós mesmos. Têm a solução de nossos problemas, saberiam exatamente como agir naqueles momentos que nossa indecisão se mostra mais dolorosa. Têm a capacidade de sumir quando mais precisamos, e de estar sempre presentes quando queremos ficar sós. Respeitam nossos horários desde que batam com os seus. Fazem-se impor perante nossas crenças, dizendo respeitar as nossas. São pessoas que sempre querem nos apresentar a outras pessoas, acreditando na tortura mútua da amizade.

Às vezes, essas pessoas não têm palavras. Fazem suas palavras de outros, sem cerimônia, para declarar o óbvio.

São pessoas que nos fazem de confidentes, que abusam de nossa boa vontade, que não sabem a hora de parar.

Enfim, quando achamos que seriam exatamente aquelas que deveriam nos dar o prazer de sua ausência, nos damos conta de que são pessoas que, celebrando a diferença entre nós, colorem nossa vida com contribuições que achamos que não queremos, mas que precisamos tanto. São pessoas irritantemente indispensáveis, angustiantemente amigas,  “desnorteantemente” necessárias.

Se há patos nessa vida, estas pessoas são cisnes. E, se a vida nos afasta delas,fisicamente, nunca há de apagar as lembranças do que sempre foi e sempre será uma bela amizade.

À Dra. Cristina…

Tá!

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