sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fazer a diferença

Há aqueles que acordam pensando na hora de voltar do trabalho. Há os que acordam entusiasmados com o novo dia. E há os que acordam entusiasmados com o novo dia e pensam no que podem fazer para torná-lo melhor. É destas que precisamos.

A vida muitas vezes maltrata tanto as pessoas que elas só se preocupam em proteger-se. Sobreviver. Chegar ao novo dia, mesmo que seja para esperar o próximo. Não sofrer é uma meta bastante confortável. E essas pessoas existem aos milhões.

Outras pessoas enxergam a vida por uma ótica distorcida por um otimismo resignado. Vêem a vida como se fosse um preço a pagar, mas alegremente, acreditando numa compensação ulterior, numa complementação sempre futura. Esquecem-se de que o hoje é garantido, o ontem é nossa assinatura, e o amanhã é o que queremos construir. São pessoas que fecham, os olhos aos problemas, e esperam que eles se resolvam sozinhos. Não precisamos dessas pessoas, mas também existem aos milhões.

Mas há aqueles que acreditam. Em que? Acreditam que a ação importa, e faz a diferença. São aquelas que acham que de um em um se chega aos milhões. Acreditam que o mal está em nós, assim como sua solução. Fazem com que os problemas sejam oportunidades, mais que falácias, ou lugares comuns. Entristecem-se com os problemas, mas não deixam que estes os vençam. Ao contrário, vêem na adversidade mais motivos para continuar fazendo. Acreditam que as pessoas podem, e nesse poder está a capacidade de fazer a diferença.

Não se desesperam perante os problemas, pois que o desespero não resolve nada. Mas se aplicam, se envolvem, se dedicam. Agem. E não está na ação sua maior força. Sua maior força está no exemplo. Está no caminho a seguir que mostram com sua ação. Está na liderança, está na capacidade de realizar. Não necessariamente grandes realizações, mas realizações concretas. São as pessoas que tem outras pessoas como pontos de referência. Como exemplos, que seja, ou como observadores de seu próprio exemplo, no próprio processo de liderança.

São pessoas que pagam um preço pessoal alto. Sua família se ressente de sua ausência, da mesma forma que se orgulha de seus feitos. Seus adversários se ressentem de suas realizações, da mesma forma que as temem. Seus amigos, entretanto, só veem força. E, com essa força projetada, inferida, imaginada, conseguem vencer seus próprios obstáculos.

Fazer a diferença é para poucos. mas poderia ser para muitos. Porque depende somente de uma decisão pessoal, de compromissos consigo mesmo e com aqueles com quem se importa. Enfim, fazer a difereça é resultado de uma escolha, ao alcance de todos, mas exercida por poucos. Por quê? Acredito que por falta de conhecimento. Mas não há como saber…