quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Farinha pouca, meu pirão primeiro…

Foi numa viagem a Aracaju que ouvi esta frase pela primeira vez. Era uma situação banal, uma brincadeira, mas que me deu muito a pensar. Achei de um egoísmo atroz, indefensável…

E, ao longo da vida, vejo as pessoas tratando de eventos dessa mesma forma. Mas… sem essa conotação negativa que dei no comentário.

O direito penal tem a legítima defesa. E tem o furto famélico. e existem outros exempos por aí de casos em que precisamos pensar em nós mesmos.

Maslow apresentou uma pirâmide de necessidades que se aplica a pessoas normais. Mas há pessoas que, premidas pela história da vida, ou por suas crenças ou defeitos pessoas, tranformam aquela fra se num estilo de vida. subvertem a lógica de Maslow, para estabelecer uma lógica própria, sabe-se lá por que motivo.

Minha reação à frase foi de asco. Mas, e se eu faço o mesmo, em determinadas situações, sem perceber?

Falta, a muitos de nós, o distanciamento necessário ao exercício do senso crítico. Falta-nos o “espéculo” (no sentido de espelho) ativo, que nos permita julgar-nos e enxergarmos-nos como ao rei nu.

Seria simples se admitíssimos pessoa ou pessoas que pudessem ter essa liberdade, de nos apontar nossa nudez, causando ao menos um tempo de reflexão.

Mas ao ser humano (a maioria) coube a majestade da sabedoria e onisciência, o que o impede de se ver a si mesmo como realmente é.

E o resultado é uma montanha de defeitos (nos outros), uma infinidade de justificativas (para nosso comportamento), uma infindável cortina de fumaça (para nossos erros).

Proponho que conversemos, mãos vazias, peito aberto, mente igualmente aberta, prucurando a verdade, enxotando a mentira, iluminando os cantos escuros.

Mas, reconheço: é preciso coragem. Haverá?

 

Em tempo: repilo a frase.

Nenhum comentário:

Postar um comentário