sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dissimulação: o veneno sem antídoto

Dissimulação (Houaiss):

1    ação ou resultado de dissimular(-se)
2    ocultação, por um indivíduo, de suas verdadeiras intenções e sentimentos; hipocrisia, fingimento.

Neste mundo cão, esperamos que algumas pessoas sejam dissimuladas. Essas pessoas que nos geram tal sentimento são aquelas que não conhecemos, que querem nos vender alguma coisa, que não se importam com a continuidade de nossa história. São pessoas que, teoricamente, não se importam conosco.

Infelizmente, uma das facetas dessas pessoas dissimuladas é mostrar justamente o contrário. Que se importam. E que, na sua preocução conosco, querem o melhor para nós.

Melhor seria dizer que querem o melhor de nós.

A dissimulação é o estelionato moral. É o cheque sem fundo do caráter. É a personalidade fantasiada, eis que não resistiria à luz da verdade. A dissimulação é uma quase mentira, o que não a torna menos vergonhosa. A pessoa dissimulada pode ter que tipo de interesses, se não os escusos? E, se são escusos, representam uma triste realidade.

A dissimulação é um veneno para o qual não existe antídoto. Pois ela causa, no receptor, mágoas irreparáveis. Causa o pior tipo de relação, que é a permeada por desconfiança. E, onde desconfiança há, nunca haverá nada além disso. E, quando a dissimulação não atinge o destinatário, mas é percebida, mina a credibilidade do emissor de tal forma que, de novo, a desconfiança aflora.

Nunca há ganhadores no jogo da dissimulação.

De minha parte, corto de minha vida as pessoas dissimuladas. Cortando, dessa forma, o mal pela raiz.

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