domingo, 14 de novembro de 2010

As mentiras vencem?

istockphoto_11760157-poison-bottle[1]Em 1984, de George Orwell, há o Ministério da Verdade, que se encarrega de mudar os livros para se livrar das verdades inconvenientes. O aparato governamental se encarrega de, por coerção, “doutrinar” o povo a não questionar essas verdades metamorfoseadas, aceitando sempre a versão oficial. E é a base de todo o drama da história sempre atual do melhor drama político de todos os tempos.

Embora o enfoque seja político, sempre há componentes desse problema em nossas vidas pessoas. Há mentiras que, de tão propagadas, acabam por ganhar vida própria, e se tornam verdades, ao menos para aquelas pessoas que se dispõem a creditar nelas. Ou melhor, aceitaram acreditar nelas. É a base das lendas urbanas, e a base de muitos problemas, principalmente de relacionamento.

Mentiras são armas utilizadas por pessoas de baixo calibre moral, que escolhem explorar o pior lado do ser humano. Esse lado é, algumas vezes, a confiança que essa pessoa tem, e a usa para instilar problemas. Do outro lado, a mentira se instala quando há alguma insegurança, que, sabemos é sempre uma porta aberta para problemas.

Como no livro 1984, as verdades passam a ser ajustadas pela mentira, uma nova realidade, ao menos para aqueles em que nela acreditam. E tudo, absolutamente tudo passa a ser  justificado pela neo-verdade.

Mentiras têm vida própria, e são incontroláveis quando se movimentam independentes. Só podem ser vencidas por uma ação forte e decidida daqueles que, à sua manifestação, confrontam-nas com fatos e história. Não é fácil, porque a mentira, insidiosa, já se instalou, psicologicamente, de forma protegida na mente de seus patrocinadores. Mas nada que uma decisão pessoal não demova.

Sim, a mentira vence. Quando deixamos que ela vença. Quando permitimos que seu crescimento aconteça, quando evitamos enfrentá-la. Ela vence não somente com sua vida própria, mas suas consequências, indeléveis, e que persistem, muitas vezes, pelo resto da vida.

Mas ela não precisa vencer. Somos serem pensantes, com poder de arbítrio, e, mais, com força de vontade. Podemos matar qualquer mentira, se quisermos. Acreditar nas pessoas que nos são caras, ver o lado bom, fazer o que é necessário. Não estamos num livro, em que se fecha e se segue com sua vida. Estamos na vida real, em que a mentira, quando vitoriosa, arrasa vidas e vidas.

Podemos fazer a verdade prosperar e vencer. Basta que queiramos.

2 comentários:

  1. Oi, Rê.

    Ficamos preocupados depois que você foi embora e lemos este texto. Não imaginávamos o que te aborrecia. Ainda não sabemos, mas pelo menos temos uma pista agora.
    Lmbra-se da crise por que passamos no BB? Lembra-se de como nos convenceu de que a verdade sempre aparece, pois mais que demore, e por mais que doa? Sua força nos motivou a ficarmos bem, e assim atravessamos aquela crise brava, que poderia ser uma tragédia para todos nós. Seja aquele líder que você foi naquela época. Centre-se, e tenha a certeza que você sempre teve: as coisas se esclarecem. E, se não for assim, tenha sempre a certeza de que, nós, que te conhecemos, acreditamos em você sempre por ser essa sua natureza.
    Fique forte como você sempre foi. Se precisar, sabemos que você não admite, mas se precisar, estamos aqui.
    Fique bem, continue sendo nossa inspiração.
    Beijos deste casal que sente muito a sua falta.

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  2. Oi.

    Não se preocupem, vamos sobreviver... (plural majestático...).

    O fato é que essas coisas têm mesmo de doer, para que nunca criemos aqueles calos que nos impedem de sentir o quanto essas coisas realmente machucam. A dor faz parte do crescimento, e sem dor não há oportunidade.

    Sim, tivemos nosso desafio, e saímos íntegros. É o que importa.

    Mas obrigado.

    Beijos

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