quinta-feira, 25 de março de 2010

O mito do pacto social

http://www.sxc.hu/pic/m/l/lu/lusi/1186822_puzzle_time_4.jpg O julgamento dos acusados de matar a menina Isabella Nardoni é, na verdade, uma espera. Espera-se que o casal seja condenado, tamanha é a certeza de sua culpa. A imprensa nos leva a isso, pois repórteres estão, neste caso, tendenciosos. Também é um espetáculo porque a imprensa torna não um espetáculo, não o inverso.

Mas o caso é que a multidão já os condenou. E, por isso, não se admitirá outro resultado que não a condenação. Dane-se o devido processo legal, danem-se os direitos de defesa de ambos.

Vemos, nas manifestações populares, sejam na Av. Paulista, sejam na periferia, que as pessoas tomam seus problemas como o centro do universo, e desrespeitam os diretos de outros, mesmo à base de violência. Trânsito interrompido, depredações, agressões. A pergunta é: esta devia ser a vida em sociedade?

O tal do pacto social, que deveria aplicar-se neste ponto da evolução humana, é mera tese falida. O cidadão, no regime político, dele não participa, a não ser para satisfazer exigência legal que lhe traz consequências negativas caso não cumprida. Mal se lembra de seus representantes legislativos, e abdica de atuação moralizadora. Obedece às leis que lhe são convenientes, observando algumas somente sob vigilância (sinal fechado, conversão proibida, compra de produtos contrabandeados, etc.).

No transito, não há, leis, há somente a lei do oeste, Quem sacar primeiro… Os policiais envolvidos em problemas de trânsito atiram. Matam ou morrem, como os marido traídos ou rejeitados.

O homem, ser gregário, parece adotar como lema o “farinha pouca, meu pirão primeiro”. Gregário em termos, portanto. A Lei de Gérson é a mais alta no hierarquia das leis do homem atual, basta ver cuecas, meias e land-rovers.

Violência como resultado de nossas escolhas. Triste?