sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A liderança pelo exemplo

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/2727864/2/istockphoto_2727864-stand-out.jpg É comum que as pessoas recriminem comportamentos e atitudes que não refletem seus valores. E é comum também que essa recriminação aconteça de forma veemente, agressiva até, em forma de admoestação. O que não é comum é que as pessoas que tenham esse comportamento sejam de fato líderes.

Os líderes verdadeiros são aqueles para quem o que fala mais alto é o exemplo. É a ação, em vez do discurso. Conseguem influenciar pelo comportamento, pela repetição e coerências de atitudes sábias e sóbrias, e quase nunca se permitem violências verbais ou coações para atingir seus objetivos. Aos “liderados” (aspas pois a liderança requer adesão, e adesão requer confiança – uma relação facultativa,pois) a mensagem é clara: é possível atingir seus objetivos sem recorrer à bruta força.

Há aqueles que atingem seus objetivos justamente pela aplicação da força bruta. É aquele que grita, e sempre quer gritar mais alto. Seu poder de convencimento está no intimidamento, ou no cansaço psicológicos de seus interlocutores. Nota dez para as realizações (se tanto), nota zero para os meios. Se o grito é sua fonte de convencimento, quando não puderem gritar mais alto não convencem mais ninguém.

O comportamento tem o dom de transmitir segurança. Por que, segundo a Janela de Johari, transmitimos muito de nós mesmos de forma inconsciente. Sendo assim, se tivermos valores sólidos, esses serão também transmitidos pela simples convivência.

É comum ouvirmos críticas a pessoas que dizem uma coisa e fazem outra. É a contrapartida da liderança pelo exemplo. Quando o discurso não tem coerência com os atos, resta o grito.

Recentemente uma revista trouxe uma reportagem segundo a qual os grandes realizadores eram, em essência, egoístas, com comportamentos disfuncionais. E lista lá uma série de exemplos desse “sucesso”. Outra revista, já há vários anos, teceu loas a um executivo que, quando aborrecido, chutava a porta do carros de seus funcionário. E, incrível, essa matérias tecia loas ao comportamento desse indivíduo. Em ambos os casos, o critério de sucesso foi o dinheiro gerado por essas pessoas. É um critério para medir sucesso, sem dúvida. O que não exclui a possibilidade de utilizarmos outros critérios.

Recentemente, alguns têm se insurgido contra esse tipo de critério. Do site www.felicicidadeinternabruta.com.br:

O conceito de Felicidade Interna Bruta nasceu em 1972, em um pequeno país do Himalaia, quando o rei questionou se o Produto Interno Bruto seria o melhor índice para designar o desenvolvimento de uma nação.
Desde então, o reino do Butão começou a praticar esse conceito e atrair a atenção do resto do mundo com a sua nova fórmula para o cálculo de riqueza de um país, que considera outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.
Através dos quatro pilares da FIB, economia, cultura, meio ambiente e boa governança, derivam-se 9 domínios de onde são extraídos indicadores para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada:

  • Bem-estar psicológico
  • Meio Ambiente
  • Saúde
  • Educação
  • Cultura
  • Padrão de vida
  • Uso do tempo
  • Vitalidade Comunitária
  • Boa Governança

Dirigido a países, não custa muito trazermos para o campo da liderança pessoal: o que determina o líder eficaz?

  • é aquele com quem temos prazer de trabalhar?
  • é aquele com quem temos prazer de colaborar?
  • é aquele com quem podemos errar?
  • é aquele com quem podemos contar?
  • é aquele com quem podemos compartilhar?
  • é aquele com quem preferimos estar?

Liderança é um caso sério, e é uma grande responsabilidade. Não há dúvidas que já tivemos líderes exemplares, pelo lado bom e pelo lado ruim. Aqueles que o foram pelo lado bom deixaram ensinamentos e valores. Os demais, deixaram destruição e infelicidade, quando não devastação.

Que líder queremos ser?

Um comentário:

  1. A função de um líder é atrair o liderado para se espelhar na liderança.




    Tributino Júnior

    ResponderExcluir