sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dra. Cameron Kirk Skywalker?

Jennifer Morrison, a Dra. Cameron de House, mostrou que tem seu lado geek ao filmar Star Trek, fazendo a mãe de James T. Kirk, o imortal capitão da Enterprise.

O que não sabíamos é que parece que ela está flertando também com Anakin Skywalker, o Darth Vader. Será que é uma candidata às continuações (se é que vão existir) do Star Wars?

Ou será que é o contrário: Darth Vader é quem a está influenciando em House?

Julguem pelas fotos abaixo:

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Mais perto:

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Mais…

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Mais:

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 Allisson, eu sou seu pai!!!

Ah, não resisti…

PS: quem notou a presença do Darth Vader foi minha filha, Raquel, geek iniciada e praticante.

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Chuvas, imprensa, governo e população

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/6899255/2/istockphoto_6899255-flooding.jpg Todos sabemos que nesta época do ano as chuvas são impiedosas. E que é comum, infelizmente, a ocorrência de alagamentos e inundações. E é comum, também infelizmente, a repetição das ladainhas que nos impõem o governo, a imprensa e os atingidos pelas tragédias.

A imprensa sobe o tom e dateniza os governos: faltou preparação, faltou planejamento, faltou ação, faltou vergonha…

O governo reage com a hipocrisia de sempre: as chuvas foram em maior intensidade, e nem os esforços do governo impediram as tragédias

As vítimas das enchentes e dos desabamentos reclamam da falta de socorro, da falta de prevenção, da falta de dinheiro, da falta do Ronaldo na seleção… esquecem-se que foram ocupar uma área de risco, e esquecem-se que seu lixo (o seu, o meu, o nosso) agravam o problema.

O fato é que há chuvas que realmente extrapolam a capacidade de absorção das nossas cidades impermeabilizadas. É assim na China, nos Estados Unidos, na França… É o tipo de calamidade que nos acontecerá por vezes, sem que tenhamos aviso para construir arcas… Mas acontecerá, eventualmente.

Também é fato que os governos são reativos, quando são alguma coisa. Os piscinões de São Paulo estão como, mesmo? Como está a ação da Defesa Civil na Prevenção? Como está o mapeamento das áreas de risco? Como está o planejamento das áreas de realocação das famílias? Como estão as ações emergenciais para limpeza de bueiros para evitar o agravamento dos problemas pelo lixo?

E a população, parou de jogar seu lixo nas ruas, nos terrenos baldios, nas portas de casa?

A imprensa, neste quesito, foge da discussão. Critica aqueles que falam dos lixos nas ruas. Ataca aqueles que lembram das consequências desses atos. Ou seja, em vez de educar, provocam o reforço do comportamento, no mínimo. E concentram a culpa na omissão do governo. Culpa quem cabe, seria o melhor.

Fato mesmo é que cada um espera que o outro resolva o problema. Enquanto a batata puder ser jogada para outras mãos, não haverá solução.

A sociedade civil (que, para mim, é uma lenda), os governos, a imprensa (se esta se dignasse) deveriam se unir para solucionar o problema. Requisitos: sem hipocrisia, sem demagogia, se, presunção. Discutiriam as causas e como evitá-las. Ou mitigar seus efeitos. O prefeito assumiria sua omissão, a população assumiria seu desleixo (com o lixo e com as ocupações), a imprensa deixaria de lado sua parcialidade para assumir os comportamentos e ações necessários para resolver o problema.

É, parece mesmo que a solução ainda está bem, longe.

 

 

 

 

Dateniza????? não resisti ao neologismo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A liderança pelo exemplo

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/2727864/2/istockphoto_2727864-stand-out.jpg É comum que as pessoas recriminem comportamentos e atitudes que não refletem seus valores. E é comum também que essa recriminação aconteça de forma veemente, agressiva até, em forma de admoestação. O que não é comum é que as pessoas que tenham esse comportamento sejam de fato líderes.

Os líderes verdadeiros são aqueles para quem o que fala mais alto é o exemplo. É a ação, em vez do discurso. Conseguem influenciar pelo comportamento, pela repetição e coerências de atitudes sábias e sóbrias, e quase nunca se permitem violências verbais ou coações para atingir seus objetivos. Aos “liderados” (aspas pois a liderança requer adesão, e adesão requer confiança – uma relação facultativa,pois) a mensagem é clara: é possível atingir seus objetivos sem recorrer à bruta força.

Há aqueles que atingem seus objetivos justamente pela aplicação da força bruta. É aquele que grita, e sempre quer gritar mais alto. Seu poder de convencimento está no intimidamento, ou no cansaço psicológicos de seus interlocutores. Nota dez para as realizações (se tanto), nota zero para os meios. Se o grito é sua fonte de convencimento, quando não puderem gritar mais alto não convencem mais ninguém.

O comportamento tem o dom de transmitir segurança. Por que, segundo a Janela de Johari, transmitimos muito de nós mesmos de forma inconsciente. Sendo assim, se tivermos valores sólidos, esses serão também transmitidos pela simples convivência.

É comum ouvirmos críticas a pessoas que dizem uma coisa e fazem outra. É a contrapartida da liderança pelo exemplo. Quando o discurso não tem coerência com os atos, resta o grito.

Recentemente uma revista trouxe uma reportagem segundo a qual os grandes realizadores eram, em essência, egoístas, com comportamentos disfuncionais. E lista lá uma série de exemplos desse “sucesso”. Outra revista, já há vários anos, teceu loas a um executivo que, quando aborrecido, chutava a porta do carros de seus funcionário. E, incrível, essa matérias tecia loas ao comportamento desse indivíduo. Em ambos os casos, o critério de sucesso foi o dinheiro gerado por essas pessoas. É um critério para medir sucesso, sem dúvida. O que não exclui a possibilidade de utilizarmos outros critérios.

Recentemente, alguns têm se insurgido contra esse tipo de critério. Do site www.felicicidadeinternabruta.com.br:

O conceito de Felicidade Interna Bruta nasceu em 1972, em um pequeno país do Himalaia, quando o rei questionou se o Produto Interno Bruto seria o melhor índice para designar o desenvolvimento de uma nação.
Desde então, o reino do Butão começou a praticar esse conceito e atrair a atenção do resto do mundo com a sua nova fórmula para o cálculo de riqueza de um país, que considera outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.
Através dos quatro pilares da FIB, economia, cultura, meio ambiente e boa governança, derivam-se 9 domínios de onde são extraídos indicadores para que a “Felicidade” de uma nação seja avaliada:

  • Bem-estar psicológico
  • Meio Ambiente
  • Saúde
  • Educação
  • Cultura
  • Padrão de vida
  • Uso do tempo
  • Vitalidade Comunitária
  • Boa Governança

Dirigido a países, não custa muito trazermos para o campo da liderança pessoal: o que determina o líder eficaz?

  • é aquele com quem temos prazer de trabalhar?
  • é aquele com quem temos prazer de colaborar?
  • é aquele com quem podemos errar?
  • é aquele com quem podemos contar?
  • é aquele com quem podemos compartilhar?
  • é aquele com quem preferimos estar?

Liderança é um caso sério, e é uma grande responsabilidade. Não há dúvidas que já tivemos líderes exemplares, pelo lado bom e pelo lado ruim. Aqueles que o foram pelo lado bom deixaram ensinamentos e valores. Os demais, deixaram destruição e infelicidade, quando não devastação.

Que líder queremos ser?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Comunicação, educação, elegância

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/8946594/2/istockphoto_8946594-discussion.jpg No processo de comunicação, há pessoas que se comunicam de fato, e há aquelas que dão seu recado.
As que dão seu recado podem não comunicar sua mensagem, mas deixam claro quem são. São as autodenominadas autênticas, que dizem o que pensam. E em momento algum se preocupam com os sentimentos de quem está à sua volta. Dizer o que pensa não é crime, ao contrário, é a pura manifestação da liberdade de expressão. Por outro lado, há diversas formas de concretizar esse direito. A forma agressiva que impera nessa manifestação é que proponho que seja repensada.
Há pessoas quer acham que o que pensam é a verdade absoluta. E, por isso, não admitem argumentos, não admitem discussão, não admitem a possibilidade de erro. Daí, sua manifestação ser sempre impositiva, autoritária, algumas vezes gritada, sempre intimidativa. São essas pessoas aquelas que gritam, que falam alto, que têm sempre uma ameaça, velada ou não, no seu discurso. Não precisam perguntar, basta afirmar. Quando flagradas em erro, não têm pejo: a razão é deles.
Mas há pessoas, muitas pessoas, que primam pelo respeito, pela educação. Perguntam-se e comportam-se como se pudessem estar erradas, como se sua premissa pudesse ser falsa. Então, comunicam-se com mais racionalidade, com menos certezas, com mais gentileza. Procuram, empaticamente, entender o outro e suas premissas, as razões que os levam a certezas tão contundentes. São elegantes, são comunicativas, não pela convicção impositiva, mas pelo convencimento, pelo maneira de atingir o interlocutor pela mensagem.
A educação que norteia esses comunicadores não é a educação formal, não é ensinada em escolas. É a aplicação do que se testemunhou, é a experiência falando, mesmo que seja a experiência de outras pessoas. Porque o constrangimento da certeza falseada é grande, assim como o é o do convencimento pela força bruta, onde só caberia a força de fatos e argumentos.
Também esses comunicadores têm suas certeza absolutas, mas colocam-nas de forma amena, palatável, permitindo-se questionar e, por extensão, argumentar. Têm preocupação com os sentimentos alheios, têm preocupação com pessoas. Nem por isso sua mensagem perde força, ao contrário. A verdade que provoca adesão é a mais poderosa. E, para que a adesão seja plena e verdadeira, a verdade tem de ser imune aos questionamentos, às dúvidas. Impõe-se, portanto, a dúvida sistemática, em vez da verdade obrigatória.
Parafraseando Vinícius, os grossos que me perdoem, mas gentileza é fundamental.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Drummond e as crises renais

No meio de uma crise renal, prestes a expelir a pedra, só me lembro de Drummond:

    No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Qual seria o tamanho da pedra no caminho para Itabirito?