sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Males de metrópole – acidentes de trânsito

http://www.sxc.hu/pic/m/b/ba/ba1969/1201945_stop_sign.jpg Há coisa de minutos, presenciei um acidente de trânsito, de pequena monta, felizmente. É uma daquelas coisas a que todos estamos sujeitos nas nossas incursões pelo trânsito, certo?

Errado!

Chamou minha atenção, antes do acidente, a velocidade com que circulava uma Kombi. E foi acompanhando visualmente sua trajetória é que testemunhei o acidente. Ultrapassando pela direita, sem se importar com o carro ao seu lado, ele simplesmente virou à esquerda. A motorista do outro carro não teve tempo de reagir. A colisão foi inevitável (da ótica da vítima).

O motorista da Kombi ainda tentou explicar à vítima porque ela estava errada. Cheio de argumentos, em momento algum ele disse que virou sem prestar atenção, ou que sua velocidade era inadequada. Dei meus dados para a vítima, no caso dela precisar de testemunha.

O fato é que esse tipo de comportamento inadequado no trânsito, como o empreendido pelo motorista da Kombi, é impune. No auge da discussão, com cada lado com suas razões, o normal é que cada um assuma seu prejuízo e ponto final. Ou seja, a imprudência sai barato para o infrator, e a vítima, por menos que gaste, paga caro pela desconsideração alheia.

No trânsito das Marginais, em São Paulo, a situação é idêntica. Pressa e impaciência dirigem a imprudência, que é a grande causadora de acidentes de trânsito. Os motoqueiros, quando se veem vítimas de acidentes, revoltam-se por isso (não que ache que eles têm razão sempre). Mas os motoristas que, sem atentar para os riscos, mudam de faixa abruptamente, são um perigo já para os carros, que dizer das motocicletas?

Quando ouvimos aquelas notícias de acidentes de caminhões que emperram o trânsito, podemos apostar em imprudência de algum dos motoristas envolvidos, quando não de todos. Pelas estradas, experimente ficas a 110 km/h à frente de um caminhão. É arriscar-se demais, embora o limite de velocidade para eles seja de 90 km/h.

O acidente que testemunhei não teve feridos ou mortes. Mas a imprudência nem sempre é tão benevolente. Os mortos pela imprudência alheia são muitos, e não precisaríamos passar por isso. Mortes desnecessárias e gratuitas, junto às tantas que já temos de suportar. Isto tem de acabar.

 

(Acabo de receber um telefonema da vítima, em processo de registro de ocorrência. Disse a ela que não concordo que essa imprudência saia impune. Acredito em mobilização e conscientização. Vou fazer minha parte, se vier a ser chamado para tal, e espero que a vítima tenha sua justa satisfação).

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