terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pela culatra: compra de equipamentos possivelmente roubados

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/8321821/2/istockphoto_8321821-9mm-pistol-isolated-on-white-with-clipping-path.jpg Os táxis são, pelas características de sua ocupação, alvo fácil para bandidos. Que praticam roubos e latrocínios com a maior tranquilidade, já que o táxi serve, inclusive, como elemento de fuga.

Num táxi, percebi que o player de CD era bem sofisticado. Acontece em alguns táxis, que primam pelo bom atendimento aos seus passageiros. Comecei a perguntar sobre características do aparelho.

Com poucas respostas, ele não conhecia nem o funcionamento básico. Só sabia que podia escutar músicas direto do pen drive. Conforme a conversa evoluiu, ele me disse quanto pagara pelo aparelho. E comentou:

- “Deve ser roubado”.

Sim, deve ser. E o que faz ali, no painel do táxi? Cujo motorista com certeza sabia ao menos da suspeita de ser roubado, dado o preço que pagara. Mas, ainda assim, comprou o equipamento.

A consequência é aquela que todos conhecemos: porque há quem compre, ladrões continuam a roubar esses aparelhos. E se só roubam, está ótimo. Quer dizer, comparado à alternativa, que é o latrocínio. O motorista não sabia (acredito eu) se o aparelho era produto de latrocínio, em vez de roubo.

Sua profissão já é muito visada. Quantos colegas seus terão morrido no trabalho? Ainda assim, ele tem a coragem (ou a grave omissão) de estimular o crime. Criminoso, pois sabe ser mercadoria roubada. Irresponsável, por compactuar com isso. Cúmplice, ao dar mercado para os produtos.

Por isso mesmo, alimenta a rede de roubos e latrocínios. E, não tenho dúvidas, vai sinceramente consternado ao enterro de seus colegas de profissão, achando que a vida não é justa e que “ninguém faz nada”.

Que tal se começarmos nós: não aos objetos roubados!

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