segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As Olimpíadas no Rio de Janeiro

Quando tivermos hospitais, equipados e com pessoal qualificado, e em número suficiente para atender à população, seria ótimo ter uma Olimpíada no Brasil.

Quando a educação tiver verbas suficientes para tornar o conceito de cota racial uma lembrança; quando o Brasil todo tiver infraestrutura de saneamento; quando o Brasil tiver transportes públicos de acordo com a necessidade das necessidades, e com a dignidade que o cidadão precisa, seria ótimo ter uma olimpíada no Brasil.

Quando, enfim, o Brasil se fizesse pelas mãos de empreendedores sociais, ou políticos de fato, seria ótimo ter uma olimpíada no Brasil.

Porque não há dúvida que as olimpíadas geram divisas e visibilidade, geram empregos que, mesmo sazonais são bem vindos. Claro que há o lado bom das olimpíadas. Mas o lado ruim é por demais devastador para a população, mesmo que esta não sinta.

Basta ver as verbas estimadas e as efetivamente gastas no jogos Pan Americanos no Rio. Basta ver a sanha dos políticos em torno do PAC. Basta ver a sanha aumentada para o pré-sal. Onde há verba, há político. Como onde há obra há verba, temo que uma olimpíada vá construir piscinas que serão utilizadas somente uma vez, ficando depois para a posteridade somente um buraco. Aliás, como a própria Transamazônica, que não passou de um tiro n’água.

Por isso, torço, uma torcida real e verdadeira, pela não escolha do Rio de Janeiro. Porque mesmo que façamos uma belíssima festa, com certeza estaremos alimentando a farra das viagens, o desvio de verbas, os apadrinhamentos, as propinas, infelizmente tão praxe nesse tipo de empreendimento no Brasil.

Que o Brasil tome rumo, antes de sediar festas tão deletérias. É pedir muito?

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