quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Record e Globo: tudo a ver

Nessa briga entre Record e Globo, é bom que fiquemos atentos: há o componente financeiro em jogo. Dessa forma, não é possível acreditar sem reservas em nenhum dos lados.

O destaque que está se dando às denúncias contra os integrantes da TV Record e da Igreja Universal, é verdade, não foram iniciadas pela Globo. Mas ela tem dado destaque desproporcional em relação aos demais veículos. A TV Record, que reage, como era de se esperar, não faz por menos: seus repórteres fazem não reportagens jornalísticas, mas de revista: como se fosse uma revista de variedades, trata amenamente dos assuntos, justamente personalizando o que deveria ser impessoal.

Nessa briga, será que há razão?

Somos um país de massa, onde o presidente não lê “…porque dá sono”. A fonte das notícias é, essencialmente, a televisão. Claro, porque é veiculada antes da novela, esta sim a grande campeã das preocupações nacionais. Mas é bom lembrar o que aconteceu na eleição de Fernando Collor de Mello para presidente da república. Quem foi que editou as imagens do debate? Quem interferiu na eleição, fazendo não jornalismo, como era de se esperar, mas campanha velada?

A Globo tem prestado grandes serviços ao Brasil. Mas prestou aquele desserviço na eleição. O que nos deixa a pergunta? o serviço só é prestado se não conflita com interesses da emissora?

A Record tem mostrado imagens amenas de seu cotidiano. Não mostra o que é ruim, assim como a concorrente. A Síndrome de Ricúpero, portanto, não é privilégio de ninguém.

Para mostrar a volubilidade da notícia, o vídeo abaixo (que achei no Kibeloco), mostrando que, contra argumentos, não há fatos!

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário