terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nossa caminhada

http://www.istockphoto.com/file_thumbview_approve/185127/2/istockphoto_185127-lane-direction-sign.jpgÀs vezes, é bom parar e pensar: estamos indo aonde queríamos? Estamos indo como queríamos? Estamos indo na velocidade em que queríamos?

Muitas vezes, a caminhada, em si, toma o espaço do destino. E este passa a ser somente um elemento a mais, quando deveria ser o motivo. Mas com seus balizadores, que são nossos valores. Assim, chegar é importante. Mas como chegar também é.

Se descartamos, ao longo da jornada, aquelas coisas em que acreditávamos, algo mudou: nossa percepção dos valores, ou nós mesmos.

Pode ser algo circunstancial. Explicado por Maslow, na pirâmide das necessidades. Muitas vezes, a necessidade de comer fala mais alto que qualquer outra, fazendo com que se justifiquem alguns pecadilhos. E isto não é uma digressão vazia: o direito penal trata, por exemplo, do furto famélico, aquele motivado pela fome, como sendo uma ação escusável. Assim como trata a legítima defesa.

Mas nossa caminhada, que é nossa, longe do direito penal, tem a ver com nossos valores. Aqueles que nos levaram, tempos atrás, a decisões sobre o futuro, consolidando-se a cada passo. Trata de nosso posicionamento sobre ética, honestidade, sinceridade, verdade. Trata-se de hierarquizar nossas crenças, com uma raciocínio como este por exemplo: “hei de vencer, mas não a qualquer custo”. Piegas? Pode ser. Mas verdadeiro.

“Quem te viu, quem te vê”, deveria ser uma reflexão sobre nossas ações. Sobre o que fazemos, por que fazemos, para quem fazemos. Deveríamos ter um mapa,. como defende Covey, para que, em momentos de dúvida ou abalo, parássemos e consultássemos nossos passos em relação aos nossos valores.

Mas, de novo Maslow, mas transmutado pela vida e suas vicissitudes e idiossincrasias, o que define nossas ações é o conjunto de nossas necessidades. Mas, satisfeitas as necessidades de segurança e alimentação, as mais básicas, as que se sobressaem e dominam são as de cunho financeiro. Amealhar riquezas, não importam os meios, são o que mais vemos.

No velho clichê de que “da vida nada se leva”, cabe também a reflexão de que “na vida, tudo faz falta”?

Prefiro acreditar que não. E prefiro caminhar, mesmo só, pelos caminhos que escolhi. Pois falta mesmo, nesta vida, faz o compromisso com valores.

Ou não, caetaneando.

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