terça-feira, 18 de agosto de 2009

Dia dos pais

Todo dia dos pais vem aquela necessidade de escrever sobre o tema. E, todos os anos, minha grande tendência é adiá-lo.

Algumas coisas se cristalizam pelas mais estranhas motivações. O Dia dos Pais e o DIa das Mães me parece ser uma dessas coisas.

Em nosso dia-a-dia, temos múltiplas oportunidades de demonstrar o carinho por nossos pais. E, no entanto, não o fazemos, ou fazemos pouco. Aí, por uma convenção social nacional, num determinado dia, depois de termos lotado shoppings centers e congestionado ruas, vamos alegremente a um almoço, entregamos um presente, beijos, abraços, pronto! Está homenageada(o) nossa mãe/pai.

Parece-me muito pouco e muito superficial.

Menos festivo e mais efetivo seria convivência respeitosa, alegre, colaborativa com aqueles a quem devemos nossa vida. A presença nos termos de relacionamento afetivo e efetivo, sem presentes físicos, e sem o almoço em domingo dito especial teria muito mais força que aquele dia, específico, escolhido para a festividade.

Parece-me que o dia, daí sua estranha motivação, foi criado para superar nossa capacidade de demonstrar afeição e gratidão àquelas pessoas que nos são caras. Esta nossa grande incapacidade de abrir o coração e acreditar. Esta nossa grande capacidade de evitar momentos emocionais.

Assim, embora tenha milhares de palavras sobre o assunto, vou calar. Para ver se descubro como eu mesmo posso superar as dificuldade que meu dedo aponta.

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