sexta-feira, 10 de julho de 2009

Eriberto França – caso raro?

Foi graças ao testemunho de Eriberto França, o motorista, que Collor iniciou a descida da rampa do planalto. Trabalhador, daqueles que acordam cedo, com sua vida nada fácil, honrou-a dizendo o que vira pelos porões da república.

Sandra Oliveira, secretária, foi outro exemplo que contribuiu com a queda de Collor, ao denunciar as maquinações da Operação Uruguai.

A pergunta é: onde estão os brasileiros envolvidos nestes atuais escândalos? Será que foram todos cooptados pelos criminosos, e por isso mesmo não denunciam as impropriedades do poder?

Ou será que têm medo de que suas vidas sejam reviradas, como pareceu acontecer com o caseiro do ministro?

Infelizmente não se pode afirmar que há vantagens em ser honesto.

Uma senhora já idosa (73 anos) foi condenada recentemente a prestar serviços comunitários por ter um papagaio em casa. Um papagaio! Um crime hediondo, e já há oito anos é assim. Por não ter dinheiro para pagar multa, vai aos trabalhos forçados, quer dizer, comunitários. E o servidor do Ibama, na tv, declarou que é assim mesmo, é preciso dar o exemplo. O papagaio será solto. A dona de casa irá prestar os serviços comunitários. E ninguém mais terá papagaios em casa, por causa da efetividade do exemplo.

O ex-presidente da república que tem mordomo pago pelo governo que contrata parentes sem concurso e sem transparência; que tem casa não declarada à receita; que age como dono de capitania hereditária, este sim, dá um belo exemplo à pátria. E, também já de idade, diz que não sabia que recebia auxílio-moradia, que dava para pagar várias das multas das idosas.

Seus assessores nada sabiam? Ou sabiam e calaram?

Faltam eribertos e sandras no Brasil. Enquanto isso, mãos ao alto!

Um comentário:

  1. eu acho que deveriam fazer um filme sobre a verdadeira historia do impeachment! foi um verdadeiro ato de coragem na historia da politica brasileira!

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