domingo, 28 de junho de 2009

Sinergia e desinteligência

Não é raro vermos alguém com comportamentos altamente disfuncionais, que claramente levarão a um total comprometimento de resultados, seja em curto, seja em longo prazos.

São pessoas que, em avaliação crua da situação, concluem pela desinteligência, em vez da sinergia. Ou seja, adotam a política do ”farinha pouca, meu pirão primeiro”. Algumas vezes, essas pessoas se dão bem. No mais das vezes, viram adubo.

A natureza, em sua perfeição, dota os seres de características de simbiose, onde a coexistência não só é indicada, mas é uma condição de sucesso. A simbiose permite que dois seres compartilhem suas vantagens, um minorando as desvantagens do outro.

Neste nosso mundo competitivo e predatório, a simbiose é a exceção da exceção. É aquela condição somente possível a pessoas altamente disciplinadas, no sentido da compreensão dos processos da vida. Pois é preciso enxergar muito adiante, para se entregar à simbiose. Mais: é preciso confiança e desapego, características quase que excludentes nos ambientes em que estamos inseridos.

Pois bem, a sinergia desejada e esperado em nossas interações, que é a simbiose raciocinada e racionalizada, afasta-se cada vez mais, na medida em que cada um de nós age e pensa como indivíduo como única alternativa de vida. Quando enxergamos no outro, seja no campo pessoal como no profissional, um concorrente às nossas próprias aspirações, quer realmente ele seja, quer não, nossa única alternativa é a concorrência alienada. E, nesse caminho, vamos causando resultados de vendavais: destruímos relacionamentos, futuros, pessoas, possibilidades. Deixamos de somar, e dividimos.

Dividir para conquistar? Não neste caso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário