terça-feira, 2 de junho de 2009

Back to past

Num périplo, quatro cidades que tiveram importância fundamental em minha vida. E na ordem…

Salvador: cidade em que descobri amigos para sempre, numa viagem inesquecível da juventude. Éramos quatro amigos, descobrindo Salvador e a nós mesmos. De Salvador, ficaram as boas lembranças, para sempre. Dos amigos locais, aquela amizade que dá saudade no verão… Bastava falarmos, para que os soteropolitanos nos tratassem como amigos de infância. O sotaque paulista nos granjeou boas d duradouras amizades, daquelas que fazem falta. Mas que me dizem dizer baiano, ao menos por opção.

Recife: dos amigos de sempre, aquela cidade onde trocávamos, mesmo na juventude em ´plena força, a agitação dos barzinhos pela aventura de “caçar” agulhões e agulhinhas. Facho na cabeça, puçá nas mãos, sábado era o dia em que íamos para a praia do Janga para, durante boa parte da noite, pescar os peixes que mais parecem enguias. E, depois, cervejas várias, agulhões/agulhinhas na brasa, passar aquela noite de papos entre amigos, risadas muitas e seriedade nenhuma. Para amanhecer nos barzinhos de Olinda, como que para justificar a noite “doméstica”.

Aracaju: onde o hotel, numa coincidência, ficava bem atrás dos barzinhos que costumávamos frequentar, região deserta naquela época. Como não lembrar daquelas noites com o pessoal do Rio, nós e outros, de noites não dormidas, emendadas com a Praia dos Artistas, hoje levada pelas águas bravas do mar. E o centro, com seu mercado onde comprávamos as cestas de ostras, que fazíamos na grelha, com limão e vinagrete, em programa restrito e somente para iniciados.

E, finalmente, Brasília, a cidade que me fez tecnocrata, onde fiz amigos de toda vida, e para onde sempre quero fugir, como Pasárgada. A cidade que me mostrou o poder, corrompendo e corrompido, e me fez assistir às mais podes conversões da vida: a da conveniência. E que, por tudo isto, definiu minha vida, na luta desde então, para justificar minha deserção do jogo em que estava profundamente enfronhado.

Enfim, foi como Fernando Sabino voltando a Londres, e com medo de encontrar, a cada esquina, o jovem que ali fora, com medo que ambos fugissem um do outro.

Uma volta ao passado, para me mostrar como é forte o presente.

2 comentários:

  1. Salve carissimo! Bobagem voltar no passado. Viva o presente.
    abracos

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  2. Foi inevitável. EM um curto espeço de tempo, locais que foram tâo importantes em minha vida. Mas, como diz minha filha, eu estou mais bonito agora...
    Então, tratemos de viver o agora.

    Abraços.

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