segunda-feira, 18 de maio de 2009

No fio do bigode

tinha um professor que dizia que o contrato assinado entre as partes, quando muito elaborado, era sinal de que uma das partes não queria segui-lo. tantas salvaguardas, tantos cuidados, só podem mesmo denotar ou problemas anteriores que se quer evitar, ou um airbag jurídico para imprevistos.

Mas antigamente não era assim. A palavra valia. E, se disse, valia o que se disse. não tinha muito essa coisa de tergiversar, de desmentir o próprio compromisso. Era mais na moral, menos no legal.

hoje, o que se vê, devidamente ilustrado pelos políticos, que dizem, sob gravação, alguns impropérios, para dizer, depois, mesmo perante a gravação, que houve um mal entendido. E essa dinâmica de falei-mas-fui-mal-entendido acabou virando regra. Todos fazem, e,se todos fazem, náo se pode reprovar, já dizia nosso presidente metamorfose-ambulante.

Onde foi que nossos valores se descolaram do moralmente defensável para o juridicamente comprovável? Quando foi que a palavra, dita e assentida, se transformou em peça de museu? Onde foi que o homem perdeu seu senso de honestidade?

Será que a evolução das coisas implica em que não haja mais lugar para a moral, somente para o legal e comprovado? Será que moral é um componente dos neaderthais, e que deve mesmo ser esquecido? Será que os polícos, como não cansam de aprogoar os abtropólogos e sociólogos, são exatamente a amostragem do povo?

Triste destino, o do ser humano. Não perdeu sua bestialidade, mas direcionou-a para armas: automóveis, facas, poder. Não ganhou o controle de si mesmo, como comprovam casos como o da Isabela; não cresce componente social, mas sim como indivíduo que precisa sobreviver a qualquer preço. E ainda deixa de ser comprometer com suas próprias palavras!

Para o^ônibus que eu quero descer…

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