sábado, 16 de maio de 2009

A necessária diferença

Muitas vezes vejo pessoas interrompendo relacionamentos por causa das diferenças.

- Somos muito diferentes

A questão é: é um problema ser diferente?

A resposta depende de cada um, claro. Mas muito mais da decisão tomada a priori, e às vezes inconsciente, de não lidar com temas “cansativos”, por assim dizer.

Lidar com diferentes exige postura empática. É preciso ouvir, analisar, argumentar. E é preciso que se aceite que pessoas, por diferentes, têm visões que podem não mudar. É a idiossincrasia de cada um. Mas ouvir, argumentar, aceitar, são tarefas emocionalmente cansativas. Principalmente aceitar. Não é traço cultural a (boa) convivência com opiniões alheias. Ao contrário, nosso dia-a-dia apresenta exemplo fortes de que a resistência ao diferente é muito grande, seja essa diferença em relação aos times de futebol, orientação política ou sexual, seja lá qual for o assunto.

Quando a pessoa se relaciona com iguais, somente, padroniza os entendimentos, as interpretações, as ações. Prende-se, de certa forma, a uma caverna platônica, sendo o divergente aquele que saiu dela e voltou.

Mas o diferente, quando a relação é bem contratada psicologicamente, é uma fonte riquíssima de aprendizado. Reconhecer a diferença e conhecer seus argumentos, seus valores, seus porquês, pode nos ensinar mais de nós mesmos e das outras pessoas. A empatia aumenta, a aceitação é mais fácil, a convivência é melhor.

O diferente não é ameaça. É oportunidade. Depende do lado do copo que escolhemos olhar. A diferença soma, se quisermos. A diferença permite complementação. Permite, conjunta, maior compreensão do todo, melhor ação.

Portanto, viva a diferença!

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