quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ação positiva - Obama e os automóveis

A surpreendente ação de Obama com relação aos automóveis americanos é altamente positiva. Para um país que se recusou a assinar o protocolo de Kyoto, para defender seus interesses comerciais, não é pouca coisa uma guinada dessas, que atingirá o bolso dos americanos em cheio. Mas, mais importante, será uma contribuição siginificativa para o meio ambiente.

Obama se comporta como quem quer cumprir as promessas. Apesar de suas idas e vindas com relação às bases militares e as torturas praticadas ali, não se faz de roggado em relação a ítens polêmicos, e sua maior virtude é agir, em vez da habitual procrastinação. Como se ele não tivesse um segundfo mandato por tentar.

Mas o assunto “automóvel” não se encerra por aí. A poluição é somente uma das facetas do problema. Embora seja um dos maiores causadors de mortes, a velocidade dos automóveis não é enfrentada senão de modo reativo. E ainda há as propagandas de automóveis baseadas na velocidade final ou no poder de aceleração. Ou seja, a propaganda se baseia num item mortal e sem controle, e nenhum país enfrenta isto de forma objetiva.

O cinto de segurança é obrigatório. A adoção do caráter de obrigatoriedade se deveu à constatação de que o cidadão não o utilizava, nem mesmo em proteção á própria vida. Se assim foi com o cinto, por que seria diferente da velocidade?

A medida mais desejável seria a limitação forçada da velocidade, através de equipamentos de segurança. Sensores limitariam a velocidade ao máximo permitido nas estradas, que é 120km/hora nas melhores estradas. É uma solução paliativa, pois esse máximo deveria ser determinado em função do local e da densidade do tráfego. mas já seria um enorme avanço.

Os bêbados, como é o caso daquele político paranaense que matou os jovens, teriam um menor poder de estrago; os irresponsáveis sem causa também. E, acredito, saíriamos todos ganhando.

Mas mexer com a indústria automobilística, essa grande financiadora de campanhas não está nos planos de qualquer político de carreira. Nem mexer com símbolos de status, já que eles mesmos, os políticos, são grandes consumidores desses apelos perigosos da propaganda.

Do site Por Vias Seguras vem a análise abaixo:

Excesso de velocidade A velocidade incide sobre a freqüência e a gravidade dos acidentes. É fato comprovado que qualquer aumento da velocidade autorizada aumenta estes dois parâmetros. Por exemplo, no caso dos atropelamentos, os maiores causadores de vitimas fatais, a velocidade tem um papel determinante. Dela dependem os tempos de reação do motorista e do pedestre e, obviamente, a violência do choque. Se o tempo de reação do motorista for insuficiente para parar o carro e o tempo de reação do pedestre for insuficiente para chegar ao outro lado da rodovia, o acidente é quase inevitável. Qualquer travessia de zona urbana ou em curso de urbanização exige uma redução drástica da velocidade, salvo se houverem passarelas permitindo a travessia.

Nada me parece, nesse campo, mais necessário que a limitação da velocidade através de equipamentos instalados nos automóveis. Apesar disso, nada há de iniciativa nesse campo, ao menos com possibilidades de aplicação. Por esses motivos é que o ser humano, além de todo seu descado pela saúde, virou um predador da própria raça, quando não responsável pela própria morte. Aliás, se assim fosse, e o motorista morresse sozinho, seria somente isso: o exercício da liberdade de ser idiota. Como o motorista mata muitos inocentes, é o exercício do abuso de ser livre.

Basta!

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