segunda-feira, 13 de abril de 2009

Punição: o poder/dever do estado

Na televisão, uma cena que divide opiniões: o policial agride acusado de estupro e atos libidinosos, inclusive contra a filha de um outro policial.

À polícia cabe proteger o cidadão. Isso é inquestionável. E, para tanto, ele sai às ruas, com um salário baixo, com suas armas no coldre, armas essas que não são páreo para aquelas brandidas pelos bandidos. Isso também é inquestionável.

Policiais são mortais. Portanto, precisam temer aquelas armas e seus portadores.E têm família também, para as quais querem voltar, de preferência ilesos. O que nem sempre acontece…

E são, também, por mais que queiramos negar (e não queremos), humanos. Como humanos, são sujeitos às emoções destes; E uma delas é a vingança.

Mas vingança por parte de quem deveria auxiliar a aplicar a lei, que não vinga, mas pune? Sim, pois uma das pontas dessa cadeia de repressão sofre os perigos todos, para que os técnicos da lei, aproveitado-se de brechas deixadas pelos legisladores,d evolvem às ruas aqueles que ofendem nossos valores e nossos familiares e amigos. Ofendem de matam.

Resultado: o policial se arrisca, tendo como moeda de troca sua vida, e a justiça solta, tendo como argumento a lei. Repetindo: a lei, não a justiça.

Quem é que não ficaria tentado a agredir um acusado de estuprar dezenas de mulheres? Quem é que ficaria inerte à possibilidade desse inumano voltar às ruas para ameaçar sabe mais quantos?

Aqueles que estão preocupados com a verdade dos fatos, diria o filósofo.

Às favas o filósofo.

O cidadão não fica tentado a vingar-se se a justiça se apresenta e pune o agressor da lei. Se há aplicação da lei, aquieta-se o desejo de vingança, morre a vontade de entregar-se ao ser bestial que há em todos nós.

E quando a lei não pune? Pune a pichadora, mas solta o banqueiro… O ser humano, o mais calmo deles, há de querer segurança. Aí, a besta entra em cena para mostrar o que acontece que os bandidos…

O aparato de punição precisa ser acionado. Não é só o judiciário, não é só a polícia. É o sistema. Precisamos de leis, mas daquelas que sejam aplicadas. Precisamos da repressão, mas holística, não somente daqueles que enfrentam a bala com o próprio martírio. E precisamos que aquela mesma lei seja rápida na punição, cuidando para que sejam punidas as pessoas que merecem, e que realmente merecem.

Não culpo os policiais do vídeo. Culpo o estado, que falha também no seu dever de punir. Só ele pode fazê-lo, mas parece que pressa não há… Entendamos o policial agressor!

Um comentário:

  1. Não li, não sei do q se trata e certamente não lerei hoje... cheguei já dormindo, corpo no automático, e estou usando a ultima energia da bateria para deixar um beijo...

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