sábado, 4 de abril de 2009

Baiano Obama - Valores

Fernando Collor, eleito como caçador de marajás, nos presentou com belas fotos da Casa da Dinda finamente decorada, com a operação Uruguai e com o caso PC Farias.

Fernando Henrique Cardoso clamou para que esquecessem o que ele escrevera

Lula se declarou uma metamorfose ambulante, em resposta às suas surpreendentes posições, no poder, em relação a temas tratados em campanha.

O poder parece obrigar seu detentor a rever sua biografia. Em defesa de um bem maior, talvez, mudam-se conceitos, valores, posições, ideologias.

Mas Barack Obama, na reunião do G-20, nem parecia uma pessoa com aquele tipo de poder. Parecia, sim, um novo tipo. Um que, comprometido com sua posições anteriores, embasado em valores e com uma visão global do problema, parecia mais um analista independente. Não defendeu intransigentemente posições de interesse dos Estados Unidos, mas defendeu racionalmente o que considera interesses da população mundial. Daí Lula ter dito que, se fosse visto na Bahia, todos pensariam que ele é baiano. Se fosse visto no Rio, todos pensariam que ele é carioca… Pois ele, Obama, é simples.

Sim, é verdade. Ele é simples, e sua simplicidade maior ainda reside no fato de que ele está se mantendo na ideologia que o levou à Casa Branca. Ainda é pouco, muito pouco. Os resultados do G-20 ainda são quimeras, o marketing ainda não mostrou o produto, só a propaganda. Os pobres continuam pobres, o meio ambiente ainda está seriamente ameaçado, os bancos, agências de avaliação de risco e os fundos de investimentos ainda estão sem rédeas. Mas eu ainda não tinha visto um presidente com esse comportamento.

Ainda é cedo, mas esperemos que Obama vingue. Sem mudar.

Um comentário: