domingo, 1 de março de 2009

Pipocas, piruás, sapos e reações

A Bellatrix publicou aqui um texto de Rubem Alves, um texto sobre o Estouro das Pipocas. Vale a pena ler.

Leu? Vá lá, eu espero…

Eu quero complementá-lo com a história a seguir, cuja origem desconheço, como desconheço sua veracidade. Mas serve para o que quero dizer (coisa terrível, essa, a de escolhermos as coisas que ´dizem o que é conveniente para nós):

Se você colocar um sapo numa panela com água fervente, ele reagirá rapidamente e pulará fora da panela. Porém, se você colocar o mesmo sapo numa panela com água fria e colocar essa panela no fogo, o sapo não pulará. Ficará quieto sentindo a água esquentar, esquentar, esquentar até que morrerá cozido”.

Acho que é, basicamente, a mesma coisa. Alguns escolhem morrer, alguns escolhem virar pipoca. Essa é uma grande diferença na vida. A água esquenta, com o fogo que aquece a panela. Qual será nossa reação?

Mudar é uma delas. Não apenas mudar, evoluir. Crescer, aprender. Erguer a cabeça, ir em frente, aproveitar o momento.

Diz a Bellatrix que ela passou por um momento desses e virou pipoca. Se não fosse pipoca, seria piruá. Essa é uma circunstância. A de poder escolher. O sapo na água, entretanto, não tem essa chance de escolher, não vira piruá. Ele morre.

Escrevi aqui que algumas pessoas escolhem não viver. Viram piruás, ou morrem, sem saber e, pior, sem se importar…

Prefiro sempre as palavras de Diaféria. Melhor, escolho as palavras de Diaféria.

Um comentário:

  1. Belíssima complementação Renato!
    E o texto do Diaféria, então?! Simplesmente um arraso!
    Beijo, moço...

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