sábado, 28 de março de 2009

Olhos castanhos

Fonte: http://www.sxc.hu Um dia, uma mulher se insurgiu contra uma tradição. Rosa Parks fez história. E o fez somente por causa de sua cor. E Luther King tinha um sonho. Morreu por esse sonho.

No holocausto, um povo todo foi massacrado. Por outro, que queria queria uma “raça perfeita”.

Houve tempo em que mulher não votava. Como se opinião válida existisse em função do sexo da pessoa.

No mundo atual, esses preconceitos estão sendo batidos, um a um. Fora a impossibilidade da Igreja Católica, onde é impossível que vejamos, em qualquer tempo, uma papisa, já temos governantes negros, mulheres, índios. Por que não faz mais diferença. Acima da cor, raça, credo, está a capacidade, ao menos percebida, de gerar os resultados necessários. O mundo está mudando seus conceitos, evoluindo, acabando com as indesejadas separações em função de critérios mal formulados.

Daí que nosso presidente vai atacar os “brancos de olhos azuis”, generalizando uma idéia baseada num preconceito tolo. Uma metáfora infeliz, grotesca, que traduz somente conversa de boteco, aqueles exageros e bobagens causadas pelo excesso etílico.

A crise foi causada por quem dava as cartas, principalmente no mundo financeiro. Gente como a gente, asiáticos, negros, brancos, latinos, mas gente com poder (no mínimo financeiro). Gente que pode, com uma manobra política ou uma canetada, mudar as regras de aquisição de companhias telefônicas. Gente que influi nos juros de países. Gente que pode mudar colegiados para conseguir aprovar as medidas que lhes interessam. Gente que, com seus milhões, ajudam e eleger políticos que depois vem a fazer tudo que o que for necessário para defender seus patrocinadores (não contribuintes de campanha: patrocinadores).

Se essas pessoas, poderosas, estivessem em função do povo, a crise não seria senão um caso de polícia. Mas esses poderosos tem língua, ó desastre. E causas as crises e ainda nos impingem um monte de asneiras.

De resto, seria um anti-arianismo? Não, somente mais um episódio da grave e crônica diarréia verbal daquele que vem a ser nosso presidente.

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