sábado, 28 de fevereiro de 2009

Nossa tolerância com as drogas ilícitas

Seringa Um secretário da justica, do Rio de Janeiro, se bem me lembro, criticou o uso de drogas comoo fonte de criminalidade. Foi linchado pelos meios de comunicação. na clandestinidade, não consegui nem resgatá-lo no Dr. Google, nosso oráculo da memória. Será que ele merecia?

Sabe-se, ou ao menos há uma forte suspeita, de que os traficantes de drogas são também de armas. E que alimentam outros crimes, numa cadeia interminável. Há lógic. Para defenderem-se, compram armamentos pesados. Com armamentos pesados e sob a ação de drogas, viram super-homens, e saem assaltando por aí. Tratados e mais tratados existem sobre os crimes desses traficantes e suas ramificações.

Por outro lado, há o consumidor. O jovem, de qualquer classe social, que está à procura de diversão. Experimenta a droga, se vicia, e a “diversão” não acaba mais.

Vejamos: ele alimenta a rede de crimes possíveis, pois cada um dessa rede pretende-se armado (para se defender, que a vida não está fácil). Compra sua maconha, cocaína, ecstasy e outras drogas num ponto conhecido por todos. Consome muitas vezes socialmente a droga: no campus, na casa da namorada, na própria casa. E, na falta, vai à boca do fumo ou pede via delivery sua fonte de prazer. Acha que seu vício não tem consequências.

É o mesmo jovem que se revolta quando um amigo seu é morto num assalto. Muitas vezes, esses assaltos são feitos por viciados querendo dinheiro… para as drogas. Revolta-se, vai ao funeral chorando rios de lágrimas, grita e exige providências e volta para casa, para fumar seu baseado ou usar cocaína para abrandar sua dor. E, se acontece de novo, com um amigo ou um parente, tudo se repete.

- Justiça, é o que bradam.

Mães chorando, namoradas inconsoláveis, amigos revoltados. Todos nós estamos nessa corrente da violência, mas nem todos estamos na corrente da droga.

Não mesmo?

É frequente presenciarmos testemunhos de pessoas que veem amigos se drogando (leves ou pesadas, ilícitas: maconha, cocaína, etc). A maconha é a mais comum. Nos campus da faculdade, cerveja e maconha são a nova dupla romeu-e-julieta. Mas ela é tolerada, ninguém se anima a tomar uma providência contra aqueles jovens tão bons… Mas compram sua droga de fornecedores daquele tipo ali de cima, os criminosos, que vendem maconha como cocaína e crack, e estão dispostos a tudo para manter sua boquinha-de-fumo…

Estamos sendo coniventes com que o parece ser inofensivo, mas tem consequências muitas vezes drásticas. Na outra ponta dessa rede de fornecimento, crimes pesados. Se não enfrentarmos essa parte que está ao nosso alcance, somos, mais uma vez, vítimas de nós mesmos.

Obs.: a imagem é deste site: http://www.sxc.hu

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