quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Conta bancária emocional

Stephen Covey nos apresenta o conceito de conta bancária emocional, do qual sempre me lembro quando me deparo com situações em que a história fala mais alto que os fatos. São aquelas ocasiões em que o preconceito em relação aos atos de determinada pessoa nos deixam com a séria desconfiança de que suas palavras não traduzem a verdade: ele será traído pelos próprios atos.

O conceito é bem simples: meus atos de atenção, dedicação, honestidade, sinceridade e outros geram um crédito na conta bancária emocional, que pode vir a compensar eventuais falhas e minha parte. Há confiança suficiente para que determinadas ações sejam facilmente perdoadas, e a convivência se torne mais fluida, mais fácil.Mas, naqueles casos em que as ações são de desatenção, insinceridade, deslealdade, a conta bancária se torna devedora, e todas as ações são esperadas para no sentido de confirmar esse déficit. Não há confiança, e mesmo onde ele se apresenta, é sempre sob sursis.

Em alguns relacionamentos, essa é a regra. Ainda assim, as pessoas se suportam (se dão bem, eu ia escrever). Mas, em outros, esse é o prenúncio de que a relação está falida.

Essa é uma condição “cega” de muitas pessoas, o que explica, mesmo sem justificar, o grau de desacerto. Mas, em outras, é uma condição não gerenciada, o que mostra certa negligência no trato com outras pessoas, o que não é senão triste.

Quando me deparo com situações desse tipo, a música abaixo me vem à cabeça, e mesmo um ato falho me faz cantarolá-la, o que denuncia o que estou pensando.

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...

Chico Buarque

 

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