quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Qual é seu plano de saúde?

Você tem plano de saúde? Quanto paga por ele? O que ele oferece de cobertura? O atendimento é bom? Vale a pena pagar o tanto que você paga?

Ou você não tem plano de saúde? É atendido(a) pelo SUS, enfrenta filas, falta de estrutura, as consultas nunca acontecem logo, as cirurgias idem? Às vezes nem atendimento você tem?

No primeiro caso, duvido que as pessoas achem que pagam pouco pelo plano de saúde. E duvido que achem que a cobertura é compatível com o que pagam. O segundo caso é triste, e é verdadeiro. O setor público, fora algumas heróicas exceções, está às moscas (e baratas, ratos, formigas…).

Mas só para o cidadão comum. Eu, você, os vizinhos, etc. O presidente, quando passa mal, é levado para o Einstein, O Sírio ou o INCOR. De primeiro mundo. Que não atendem (de portas abertas) o SUS. E atendem somente os planos de saúde mais caros. Pouca gente, diria eu.

Mas a Câmara dos Deputados, em Brasília, resolveu o problema. Dos seus, claro. Ou está tentando. Leia aqui, na Folha. Quem é que vai se preocupar com gastos, se os pedidos de ressarcimento são quase todos atendidos na íntegra? (A briga é por causa da mudança de sistema, mas isto é outra história).

O caso é que os deputados e o presidente não enfrentam filas. Não pagam valores absurdos (quando pagam, são reembolsados). Não ficam pelos corredores (deputado não entra em fila de avião, que dirá de hospital?), em macas improvisadas. Não esperam intermináveis meses pela consulta. Não sofrem as agruras que mortais pobres e remediados sofrem para cuidar da saúde. É de se espantar que não se preocupem com ela?

Nossos representantes (legislativos, executivos e judiciários) deveriam ser obrigados a utilizar os serviços públicos. Andar de ônibus e metrô, ir à escola pública, ser atendido no SUS. Aí, sim, seriam os melhores serviços do país. Alguém duvida?

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