quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pela Culatra - Aviões

Sentado num lugar estratégico, assisti ao “arranjo” das malas num voo longo e com conexões. É de enervar qualquer monge. As malas são jogadas, normalmente de frente para o chão, explicando os arranhões frequentes. E, se há a etiqueta “frágil”, parece não fazer diferença para esse pessoal. Todas as malas são iguais, e culpadas de alguma coisa, a julgar pela forma como são tratadas.

Da indignação, veio a reflexão. Também há os comportamentos indesejados dos passageiros.

A iniciar pelo despacho das malas. Há uma norma que rege tamanho e peso da bagagem de mão. Solenemente ignoradas pelos passageiros e companhias aéreas. Já presenciei passageiros que, impedidos de embarcar com malas de proporções maiores que as autorizadas, fizeram belas baixarias. A consequência dessa liberalidade/abuso é que o espaço do compartimento de bagagens interno se consome rapidamente, obrigando as pessoas a viajarem com seus pertencer embaixo do banco, quando autorizados pelos comissários. Por que os passageiros embarcam assim? Para sair mais rápido do aeroporto, sem precisar esperar pelas bagagens. Ótimo para uns, péssimo para outros, mas quem se importa? Farinha pouca…

Nas filas, ao menos nos aeroportos mais modernos, onde há os fingers, sempre há a solicitação de fazer duas filas, permitindo embarque primeiro dos passageiros mais ao fundo. Mas a fila raramente é obedecida. Todos embarcam, e as companhias não barram. O resultado é o congestionamento do corredor, atrasando ainda mais a acomodação. Ah, e há os que ainda têm de acomodar as malas, o que nem sempre é possível, pelo tamanho…

A do celular é a regra  mais desobedecida. Já vi passageiros falarem ao celular com a aeronave ainda em processo de aterrisagem. A consciência de evitar acidentes parece não ser maior que a necessidade de avisar que chegou.

E, finalmente, a hora do desembarque. Com o avião ainda taxiando, há muita gente que não só solta seu cinto de segurança como levanta-se e tira sua mala do compartimento. Se há um imprevisto no processo, essa pessoa pode se ferir e a outras pessoas. Como são muitas as que fazem isso, de novo a conscientização não parece ter sentido. A cultura já é essa…

Essas pessoas são as mesmas que gritam e exigem seus direitos quando se sentem lesadas. Cobram, muitas vezes devidamente, o que não lhes satisfaz no serviço. Mas esquecem de olhar para seu comportamento, e analisar como ele se reflete nas outras pessoas. São parte do mal, embora não o determinem. É um gol contra, com trocadilho…

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