quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Mais um ano!

Entre os amigos, é famosa minha dedicação ao meu relacionamento com minha filha. Que hoje faz 16 anos.

Saí logo de madrugada para uma viagem. E, claro, as imagens daquele dia que parece que foi ontem (no clichê vivo) viajaram junto comigo. Algumas destas imagens estão descritas aqui. Mas as de hoje são efemérides também, e me permito repetir algumas…

Lembro daqueles anos intermináveis que transcorreram entre o momento em que a mãe foi para a sala do parto e o momento em que a médica veio me chamar. Sim, porque o tempo parecia parado, naquela pasmaceira que só antecede os grandes momentos de nossas vidas. E lembro da avó me dizendo que eu estava calmo demais… Talvez tão ansioso que anestesiado. Afinal, não era um dia qualquer.

A menina com muito cabelo, que continuo jurando que, nos braços da enfermeira, olhou para mim e me reconheceu.

E aquela que cresceu, sempre muito pertinho de mim, sempre com muita conversa, sempre com muito carinho. E que, aos poucos, mas muito rapidamente, vai decolando para a vida.

Nestes dezesseis anos, nossa amizade aflorou, e nos permitimos compartilhar muita coisa. Entramos juntos na internet, compartilhamos vídeos engraçados, toscos, tristes, infamantes, difamantes… Ler textos um para o outro, assistir juntos a alguma coisa na TV, ou sentar e conversar, por longos momentos, no sofá, sem mais nada ligado.

- Ser pai é muito bom. Se eu soubesse que era tão bom tinha registrados todos!, costumo, cafajesticamente, brincar. Mas é muito bom mesmo, é a gratificação de ver um pequeno ser indefeso se transformar em uma pessoa completa, cheia de vida e de motivação.

Quando ela nasceu, compramos outro carro, talvez por achá-la muito grande… E a vendedora, ao saber do motivo, me disse:

- Você nunca mais vai dormir como antes.

É verdade, há sempre o pensamento,o primeiro e o último, que se dirigem, preocupados e aflitos, a ela.

Um outro amigo me disse:

- Com o tempo, as preocupações mudam. Mas ela será constante.

Permito-me dizer que o cuidado é constante, a preocupação é a exacerbação do excesso de zelo. Exagero, portanto.

E mais um ano se passa, com nossa evolução natural, eu já me preparando para que a vida assuma. E, embora o aniversário seja dela, o presente é meu: uma adolescente que pulou a adolescência, que conversa como adulta, age como adulta. E é amiga como poucos adultos jamais serão.

Mais um ano! Como eu digo sempre, a mãe dela está ficando velha…

2 comentários:

  1. Já estão me atirando ovos pelo "cafajesticamente". Se o ministro Magri pode, eu não posso? Neologismo é bom e eu gosto!!!

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  2. Aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Rog%C3%A9rio_Magri

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