terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Lula, Obama: fome e crise

Quando assumiu, Lula tinha uma bandeira clara e decisiva: o fome zero. Além, claro, dos dez milhões de empregos que ele prometeu e nunca se preocupou em cumprir.

Obama assume com uma bandeira que lhe foi imposta: a solução da crise financeira iniciada ali, nas subprimes. Embora não tenha prometido nada da dimensão do Fome Zero, espera-se o programa Crise Zero, mas o americano cobra mais que o brasileiro: é bom que os resultados apareçam.

Obama assume com o olhar mundial sobre si. Já estaria, pelo fato de ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, que não é conhecido pela tolerância em questões raciais. Martin Luther King que se faça psicografar… Mas a crise sublinhou o olhar mundial: o primeiro presidente negro tem de encarar a mais grave crise global de todos os tempos. Aparentemente, Obama está tranquilo.

Mas Lula está mais tranquilo. Seu Fome Zero, mais os dez milhões de empregos e mais o PAC foram, sabe-se agora, pura bravata. Bravata de candidato, que diz o que quer para chegar à presidência e fazer o que for possível. E nós, brasileiros da gema, toleramos esse tipo de comportamento.

Assim, enquanto a fome, o PAC e os empregos são tratados com a melhor das motivações macunaímicas (O Magri pode, eu também posso?) – ai, que preguiça!, a máquina dos Estados Unidos vai se movimentar. Quem sabe cria um vácuo a ser aproveitado no Patropi, livrando Lula da trabalheira?

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