quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

O tribunal sob suspeita

É comum ouvirmos alguém dizendo que “entrar na justiça” contra alguém. Suprema instância, a justiça é quem vai resolver todos nossos problemas, é o Chapolin Colorado de nossa vida mundana.

Um momento! Em primeiro lugar, acionamos o poder judiciário, que vai julgar o caso. Se haverá de ser feita justiça, bem, aí é outra história. os problemas são vários: falta de provas, ou as que existem depõem contra nós. Casos de contratos mal-feitos (ou bem feitos, pela outra parte). Aqueles que assinam sem ler ou sem entender vêem a lei ser aplicada, mas, justiça que é bom, neca.

Mas depositamos uma fé incondicional no poder judiciário. Ele é justo, parece dizer a lógica pleonástica. Quando não nos acertamos com nosso vizinho, com aquele que bateu em nosso carro, com aquele que comprou e não pagou, não adianta apelar para o bom senso. É o judiciário, certo?

No Espírito Santo, a lei é a mesma para todos. Mas a decisão que tomam seus desembargadores está sob suspeita. levantada pela própria polícia federal (nunca antes neste país se viu a policia federal tão ativa em favor da lei). A denúncia é que há um balcão de venda de sentenças. E envolve muita gente.Tudo indica que seja um balcão de atacado, não de varejo. Ou seja, são causas de valores expressivos, não aquelas que nos envolvem, simples mortais. Mas, se há para tais, por que não haverá para outras?

imageA pergunta é retórica e expressa somente uma preocupação. Embora não haja evidências, a credibilidade está se esfarelando. Aquele bastião da moralidade, desnudo, mostra-se, como no Patropi das saúvas, uma grande pizzaria. Para quem pode pagar, claro.

Se a moral contém justiça (não o inverso), falta moral, faltam valores àqueles em quem depositamos nossa fé incondicional. Ou seja, falta conjugar aqueles valores básicos que deveriam fazer com que as ações fossem pautadas no que é certo, não nas vantagens pessoais que nos traz. Vida pública, deveria ser isso, não?

A cada escândalo, esvai-se nossa confiança naqueles que deveriam ser por nós. Onde fica a esperança?

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