terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009

No limiar de 2009, uma crise financeira bate às portas. Mas, ora essa é fácil. A pior é aquela guerra tão esquecida, que há quarenta anos não nos incomoda, mas assusta, e que agora mostra suas bombas. Distante de nós, parece até coisa de ficção, como foram aquelas bombas da primeira guerra do Iraque, comandadas pelo joystick.

O ser humano nunca o será na plenitude enquanto alguns ainda estiverem sob o jugo de tiranos, déspotas, demagogos e outras espécies menos desejadas. Enquanto ainda estivermos um pedaço de mundo sob guerra, a guerra deveria ser contra a guerra em si.

A guerra é a negação da evolução. A guerra é a presunção da bestialidade, e sua manifestação mesma. As agressões, de ambos os lados, precisam parar. Precisávamos, nós que assistimos, calados e confessadamente impotentes, fazer algo. Que fosse o gesto singela da história piegas do beija-flor tentando apagar o incêndio. Mas precisamos fazer alguma coisa.

O quê?

Parece que celebrar 2009  e ignorar a tragédia distante ainda é o melhor caminho. Não, o melhor, não. Talvez o mais cômodo, talvez o mais acessível. Mas nunca o melhor.

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