sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Obama e o racismo

Apesar de repudiar a idéia de que a eleição americana tenha cores (Obama foi eleito pelas suas qualidades, contra as deficiências dos americanos), o resultado é uma incógnita em relação ao racismo.

Rejeito a idéia por um princípio moral. Não acredito que o país mais desenvolvido e rico do planeta se deixasse levar por uma idéia tão pequena. Mas a verdade é que os eleitores de Obama são os hispânicos, os jovens e os negros. E parte dos eleitores republicanos. Então, temos duas “minorias”: negros e hispânicos. Claro que eles estão também entre os neo-democratas e jovens. Mas a votação em bloco indica tendência interessante a ser acompanhada.

Mas um negro foi a Harvard. E assumiu o posto mais importante do país mais (atualmente) importante do mundo. Provando que não foram em vão as batalhas de Rosa Parks e de Martin Luther King.

Esperemos que essa posição lhe dê condições de enterrar, de uma vez por todas, a idéia de que possa haver, dentre os humanos, uns que sejam mais ou menos em relação a outros. Noção essa que produziu escravidão, genocídio e humilhações muitas como no caso do apartheid sul-africano.

Em meu sonho à Luther King, não precisamos nos preocupar com a cor de nossas peles, assim como não nos segregamos pela cor dos cabelos ou olhos. Mas a realidade do apartheid se impõe, assim como a bala que feriu o sonho.

Agora, Barack Obama pode mostrar ao mundo que a cor da pele não importa. Importa o caráter, a personalidade. É a grandeza do ser, não a ignomínia do preconceito racial.

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