terça-feira, 11 de novembro de 2008

Decisões a priori

Stephen Covey nos apresenta nos livro Os Sete Hábitos de Pessoas Altamente Eficazes a desconcertante noção de que entre uma ação e a reação que temo,s há um intervalo de tempo que, por menor que seja, nos permite escolher que reação será essa. Assim, a responsabilidade pela (re)ação é nossa, pois utilizamos (ou não) essa tempo para decidir como reagir. Ele menciona Viktor Frankel (criador da logoterapia) como sendo um exemplo (e sua obra confirmará) como é possível manter a disciplina mental mesmo sob as mais árduas condições.

Essa capacidade de escolher as decisões não é, entretanto, fácil de adquirir. Exige força de vontade e disciplina. Mas o progresso é concreto, e os resultados surgem.

Ao longo do tempo, quando nos preparamos para esse comportamento, algumas vezes, entretanto, nos percebemos engolfados pela reação intempestiva, no que Daniel  Goleman chamou, no excelente Inteligência Emocional, de seqüestro emocional.São aqueles situações em que o inusitado nos pasma a ponto de virarmos passageiros de nossas emoções.

Uma vivência que poucos registram é exatamente essa: as ocasiões em que perdemos o controle. Mas é particularmente útil termos ciência dessas situações, para que aconteça nosso preparo.

Aprendi, tardiamente, reconheço, a controlar minhas reações. Foi baseado nesse rol de situações (que eu observei em mim) que pude identificar o que me levava ao seqüestro citado por Goleman. Mas a verdadeira vivência é aquela em que, a priori, escolhemos nossas reações. Como naqueles mantras de algumas técnicas de relaxamento, ou aquelas abordagens de programação neurolingüística, é possível adotar uma linha de comportamento que abranja a todas as situações e evite, o máximo possível, o tal seqüestro.

Em situações mais drásticas, ainda é possível ir além. Por exemplo, numa época de crise no ambiente profissional, um pouco de reflexão leva a resultados excelentes na questão controle, e contamina positiva todo o ambiente. Basta que mentalizemos as situações-problema possíveis e escolhamos a reação para elas. Por exemplo, os resultados não foram os desejados, e vai acontecer uma reunião para analisar as causas. Espera-se, obviamente, uma grande carga emocional em reuniões desse tipo. Se nos preparamos para as situações de conflito com o propósito de não deixá-lo prosperar, o resultado é o mais produtivo possível. E, se antecipamos essas situações, outros subprodutos surgem: diagnóstico da situações, ações necessárias, mitigações, etc..

Mas o mais importante de tudo: acordamos e nos preparamos para que o dia bom. Tomamos a decisão de não permitir que qualquer acontecimento interfira nessa decisão. Escolhemos, como diz Covey, estar no comando de nossas vidas.

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