domingo, 30 de novembro de 2008

Círculo das preocupações

No post sobre a violência contra as mulheres, reproduzi o testemunho de uma amiga que viu o ocorrido. Indignada, além do relato, promete ela outras medidas.

O caso é: o que fazer? Quais medidas seriam efetivas para que o problema seja eliminado?

Stephen Covey, na imagem abaixo, nos mostra o que odemos fazer de fato e o que, apesar de constar em nosso rol de preocupações, está fora do nosso alcance imediato.Círculo Covey

Mas ensina que, se não está podemos trabalhar para que fique ao alcance de nossa ação.

Alguns exemplos são simplórios. É o caso de nossa ação em relação a um superior, a quem conquistamos pela presteza e assertividade de nossas ações, o que o torna interessado em nosso modo de ser. Já um caso em envolve cultura e sociedade, como o das agressões a mulheres, o caminho é muito mais longo.

O caminho é o da conscientização, seja o lá o que isto quer dizer. (Sempre que precisaríamos de alguma inteligência no ato, dizemos que falta conscientização. Isto é de um reducionismo ignorante).

Como fazer com que o animal macho perceba que sua ação de agredir é errada? Será que realmente é preciso? A inteligência que lhe proporciona o dom da fala não deveria suprir essa falta? Ou seja, não é óbvio que a violência é errada?

Sempre que vejo um pai ensinando o filhinho ainda pequeno a fazer gracejos para as mulheres penso que nossa inteligência superior é bem estúpida. E, quando a criança repete o que lhe manda dizer o pai, todos acham muita graça, riem muito, e passam a mensagem ao garoto de que ele está agradando. Idem para aquelas brincadeiras de palavrão. É engraçado ver a criança falando palavras chulas que ele nem tem condições de entender? É engraçado ver crianças dizendo obscenidades que só muito tempo depois ele compreenderá?

Qual é o papel da mãe nisso? Acha engraçado? Ri junto? Faz vista grossa?

O comportamento é socialmente aceito. O pai espera que o filho nseja macho, que seja mulherego, que diga palavrões. E os palavrões são, na maioria das vezes, aplicados em situações em que há irritação, aborrecimento. Ou seja, é a manifestação verbal da discordância. A própria violência verbal.

Criamos nossos monstros. Ensinamos, ou deixamos ensinar, o que é a raiz de nossos problemas. Ninguém se preocupa com a mensagem, só com o conteúdo. Quando, entretanto, crianças são jogadas das janelas, esquartejadas, assassinadas sem piedade, por adultos mal-formados, ou seja, manifestando ainda aquelas crianças que, na birra, extrapolam, todos nos assustamos. Assustamos-nos com o fruto do que plantamos. E regamos ao longo da vida.

Se queremos aumentar nossos círculo de influência nessa área, como professa Covey, temos de começar a plantar as sementes certas. Não espermos muito do “pau que nasce torto”. Tratemos, pois de consertar o futuro.

Um comentário:

  1. Assino embaixo Rê... Pensamento meu em palavras tuas.
    E de todos deveriam ser.

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