domingo, 16 de novembro de 2008

Abusos ao consumidor?

No check-in do hotel, um documento para preencher tratava do cofre interno do apartamento. Se eu quisesse utilizá-lo, tinha de pagar R$ 50,00 (cinqüenta reais). Caso contrário, tinha de assinar um termo isentando o hotel de qualquer problema que acontecesse com meus pertences.

Então: ou paga ou a responsabilidade é sua

Desta vez, não briguei. Mas vou apurar, e vou considerar a denúncia do hotel. Pois neste Brasil das saúvas, os abusos só se encerram quando lutamos.

Certa vez, num banco oficial, ao solicitar um serviço, o caixa do banco negou. Disse que só poderia prestá-lo aos clientes do banco. Solicitei ser atendido pelo gerente. Era uma mulher, que só me atendeu porque exigi. E explicou-me que, como exceção, prestar-me-ia o tal do serviço. Ao que respondi, de carteirada, que conhecia profundamente o Manual de Normas e Instruções do Banco Central (o que era verdade), e que não era favor, era dever. Ao que, contrangida, confessou que era o procecimento padrão para evitar o que chamavam de usuários…

Em outra ocasião, também em um banco, o guarda travou a porta giratória. E disse que precisaria revistar minha pasta. Eu disse que tudo bem, mas que ele chamasse a polícia – ou eu o faria – pois, se não tivesse nada, eu registraria uma ocorrência para processar a instituição.  gerente mandou autorizar minha entrada. (Nada contra a porta giratória com seus detetores de metal. Mas, repito: o guarda acionou o travamento, não foi detectado nenhum metal pelos sensores. Daí minha intransigência).

Enfim, este tipo de briga é inglória. Nunca a ganharemos, consumidores. Ao menos neste estado de mobilização que estamos. Veja que eu mesmo, indignado como estou, não reagi na hora. Acho que o histórico nos desanima. Nunca ganhamos…

Ânimo. Uma hora ganharemos…

3 comentários:

  1. Renato, tenho amigos que me acham contraditória por esse motivo: sou "um doce de pessoa", mas uma consumidora "terrível".. hehe

    Já entrei nas "Pequenas Causas", mesmo tendo seguro do carro. Pedi ressarcimento da franquia e do bônus. A empresa contratante do funcionário que bateu em meu carro nem se dignou a atender meus telefonemas quando eu quiz conversar sobre o acidente.

    Assim que entrei com a ação, foram extremamente rápidos em buscar um acordo.

    Se todos tivéssemos menos preguiça de lutar pelo que é nosso direito, teríamos melhores produtos, melhores serviços e maior responsabilidade por parte dos fornecedores.

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  2. É, Rô, tem toda razão. Às vezes, pessoas que lutam por seus direitos são até vistas com certa reserva, por essa propensão à "belicosidade". Mas acho que o caminho é esse. O que precisamos, acho, é de bons exemplos, de gente que mostre o quão real é nosso direito.
    Adoro uma briga, desde que por uma boa causa.

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  3. Ah, uma amiga perguntou o que quero dizer com o "Brasil das saúvas"... É que sou um grande fã de Macunaíma, cuja máximo é: "muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são"...

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