terça-feira, 14 de outubro de 2008

Se a vida te der um limão…

Não gosto de clichês. Deve ser uma manifestação de meu lado iconoclasta. Portanto, não vou dizer que, do limão, façamos uma limonada.

 

Um amigo, desses de desde sempre, passou por alguns percalços. Alguns sérios, como divórcio e morte de parentes próximos. Entregou-se a um estado de amargura que o vem consumindo. E, conseqüência adicional, vem afastando seus velhos amigos. Quando nos encontramos, fato cada vez maios raro, é um desfile de problemas. Cada pedra no caminho é um obstáculo intransponível.

 

Um outro amigo passou por verdadeiras tragédias: morte da esposa num acidente, chamado de assassino pelos parentes dela, depressão profunda. Quando nos encontramos, uma verdadeira alegria: o tempo está bom, se não está vai melhorar. Estamos “crescendo”, ficando melhores, como vinho. Vintage…

 

Quando perdemos um ente querido, há pessoas que encontram coisas boas nisto:

- Foi melhor, estava sofrendo…

- Ao menos, morreu em paz…

- Está em paz agora…

 

Nada disto me comove. Stephen Covey (Os Sete Hábitos de Pessoas Muito Eficazes) professa que tudo tem dois pólos, dois lados: p bom e o ruim. Algumas pessoas escolhem o lado bom. Outras, o lado ruim. Qualquer que seja a escolha, não quer dizer que o lado preterido não exista. Sim, existe, e grita que prestemos atenção nele. A diferença é nossa atitude perante o fato. E o fato importa.

Se a vida te dá um limão… Ora, e se você gosta de limão? A vida foi boa com você. Vai fazer uma limonada? Uma caipirinha? Uma mousse? Vai chupar o limão, como alguns fazem (eu, por exemplo)? E se ela der uma laranja, e você detestar laranja? O que adianta fazer uma laranjada?

Somos resultado de nossas decisões. Limão, laranja, morango, dificuldades, facilidades… Como queremos reagir? repetindo, com grifo: como queremos reagir? Gostamos do que recebemos? Gostamos daquilo que plantamos e estamos colhendo? Como vamos reagir? Como escolhemos reagir?

Pelo meu ponto de vista, é muito simples: àquilo que a vida nos oferecer, escolhemos o que fazer. Às vezes, escolhemos sofrer. Às vezes, escolhemos enfurecermos-nos. E, às vezes, oferecemos outra face. Algumas vezes, sai uma limonada…

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