segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Está na hora de chamar o ladrão?

A charge é do Angeli e foi publicada na Folha de São Paulo no último domingo. E, a qualquer momento, um ou outro podem exigir a sua retirada deste espaço. Mas é emblemática da situação em que vivemos.

Chegando de viagem, passei perto do palácio do governo na quinta-feira última, sem saber do confronto. Mas ficamos impressionados com a quantidade de PMs nas redondezas. Protegendo o governador da polícia…

Como podemos criticar a polícia militar ao proteger o governador de pessoas que, com flagrante animosidade, dirigiam-se, armadas, ao palácio do governo? E, nessa ação de proteção, contra agentes armados, como poderíamos esperar que armas não fossem utilizadas?

E, do lado dos grevistas, qual é a opção que lhes resta? Assim como os policiais militares, seus salários não os dignificam, embora muitos arrisquem a vida por ele. Não parece que o governo está querendo negociar, senão acabar com o movimento incômodo. Mas sabem os grevistas que, esvaziado o movimento, nada ganharão, ainda mais por ser quem é nosso governador, não famoso por suas habilidades de negociação, mais pelas de imposição.

Não é certo, acredito, manifestações de agentes armados, em qualquer lugar que seja. Ainda mais em frente ao palácio de governo. E não seria certo se a polícia militar não cumprisse o papel que dela se espera. Então, o que fazer?

Menos ação emergencial, mais planejamento. Olhar para as corporações esperando que delas saiam profissionais de carreira. Isto implica em analisar seus conhecimentos, habilidades e aptidões, o famoso CHA. E, à vista dos resultados, estabelecer planos de carreira, com formação e informação, e um plano salarial mais justo. Aos desesperados, que nada têm a perder, a arma é o caminho. Mas a quem tem o que perder, a conversa se impõe. Exceto no caso de quem deveria negociar e se nega. Pelo exemplo dado, não se poderia esperar menos dos grevistas.

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