domingo, 21 de setembro de 2008

Soluções baratas – exemplo da informática

Quando o mundo da informática baseada em pcs ainda era somente trevas, o Brasil engessou a área estabelecendo a Reserva de Mercado. Por mais que se elenquem vantagens, a grande desvantagem foi o estímulo ao contrabando e o catatonismo das empresas. Quando finalmente foi libebrado, o Brasil se inundou de inovações, a rítmos estonteantes, que só mostrou o grande erro da política da reserva.

Mas entramos não tão atrasados que não vivêssemos, pelos PC ou pelos grandes computadores, o trauma das chamadas soluçções proprietárias. Que eram aquelas vendidas de forma que, caso necessitássemos de assistência ou peças de reposição, tínhamos de recorrer ao vendedor (ou à fabricante). Na prática, soluções baratas nas compras iniciais tinham uma grande dependência do fabricante, que podia praticas preços conforme seus interesses na continuidade da utilização.

O mundo começou a se articular para isto, e a COMPAQ liderou muitos processos de padronização de hardware e software para eles fossem abrangentes o suficiente para serem utilizados em qualquer equipamento.

O interesse da COMPAQ, claro, era financeiro. Como comprava de vários fornecedores, tinha o maior interesse em estimular a concorrência, que derrubava os preços e tornava competitivos seus equipamentos.

Ao longop dos anos, assistimos uma grande onda de padronização. Hoje, os equipamentos já saem compatíveis com seus periféricos e sistemas operacionais. Os preços caíram muito, e o benefício foi sentido pelo consumidor.

Já para a indústria automobilística a lógica não vale. Ainda temos carros para os quais há uma bateria específica, um limpador de pára-brisa, uma lâmpada. As especificações mudam para cada modelo. Ganha o fabricante da peça e a montadora, que pode estabelecer o preço que quiser pelas novidades. Aquelas peças estabilizadas, que pdoeriam ser utilizados em mais de um modelo, não existem. Não estamos falando aqui de pára-choques ou de peças que dão forma ao carro. Mas daqueles componentes escondidos, para os quais é possível, sim, uma padronização.

Mas a padronização não interessa. COmo precificar o valor agregado a um carro “comum”? Como estabelçecer uma idéia de vanguarda se há peças que são utilizadas há anos?

A pergunta é: isso é relevante? Quando o público tiver necessidade, e dela emergir uma imposição, alguém vai se estimular a promover essa padronização. Alguém que enxerque, como foi o caso da informática, que há espaço para negociação. E, aí, somente assim, talvez surja uma política de compartilhamento de tecnologias.

Até lá, como o carro é um símbolo de status, o preço pagop está atrelado ao lado lúdico. Tenho porque posso pagar!, é o recado dado já hoje. Ao passo que o computador, tão essencial nas empresas como já foi a máquina de escrever, passou por outra avaliação: a pragmática. Para provar, é só ver que carros compõem as frotas das empresas: são, via de regra, os mais baratos.

Espero que a China mude esse cenário. Com seu poder de trabsformação, quem sabe não muda o conceito do mundo em relação aos carros?

Um comentário:

  1. O Dignart me lembrou que utilizávamos, em pleno mundo windows, um software de edição de texto que era da Itautec, o Redator. Não que ele fosse ruim, mas era em caracteres (ainda) e não se comparava ao mundo gráfico. Coisas da reserva...

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